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Prédio que desabou no Cantagalo, na Zona Sul do Rio, estava interditado desde o início de setembro; não há registro de feridos

Defesa Civil acompanhava imóvel desde antes da queda; ao menos sete construções vizinhas foram interditadas após o desabamento

Agência O Globo - 24/09/2026
Prédio que desabou no Cantagalo, na Zona Sul do Rio, estava interditado desde o início de setembro; não há registro de feridos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O prédio que desabou na comunidade do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, já estava interditado pela Prefeitura desde 3 de setembro e passava por um processo de demolição gradual desde então, segundo informações da TV Globo. Ninguém ficou ferido na queda, registrada em vídeo por moradores que estavam nas proximidades.

A Defesa Civil já acompanhava a situação da edificação antes do desabamento. Moradores demonstravam preocupação com o imóvel, especialmente em função do período de chuvas.

Segundo a TV Globo, a prefeitura havia determinado a interdição do edifício em 3 de setembro. De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, a demolição gradual da estrutura estava em andamento desde então.

Alterações na estrutura

Moradores relatam que o imóvel inicialmente tinha quatro andares e afirmam que os proprietários começaram a construir novos pavimentos cerca de dois meses antes da interdição.

No momento do desabamento, havia diversas pessoas nas proximidades. Moradores registraram em vídeo o instante em que a estrutura veio abaixo.

"Rapaziada, um prédio caiu. Cheio de gente na rua. Tem que ter cuidado na hora de subir. Então, atenção", relatou um morador, em registro publicado nas redes sociais.

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que a Defesa Civil Municipal, a Subprefeitura da Zona Sul e o Corpo de Bombeiros foram acionados para a Estrada do Cantagalo, altura do número 500, em Ipanema, após o registro de queda de imóvel na noite desta quarta-feira.

Interdições adjacentes

Após a queda, a Defesa Civil interditou pelo menos sete imóveis localizados nas proximidades, conforme informações da TV Globo. As vistorias na região, porém, ainda não haviam sido concluídas no início da manhã desta quinta-feira.

O Centro de Operações informou que uma nova vistoria seria realizada, e as equipes devem retornar ao local para reavaliar todas as residências do entorno.

Até a última atualização, não havia registro de feridos pelo desabamento.

Setembro de 2026 se tornou o mais chuvoso da cidade do Rio em 30 anos, superando os 163,2 mm de chuva e batendo o recorde anterior de 157,7 mm registrado em 2005, segundo o Sistema Alerta Rio, do COR.

Análise do clima

Para Cesar Soares, meteorologista do Climatempo, o grande volume de chuva na cidade durante setembro é atípico, mas não foge da climatologia esperada para o período.

O Alerta-Rio, do Centro de Operações da prefeitura, reforça essa análise, explicando que setembro é um mês de transição entre o inverno e a primavera, podendo apresentar um aumento das chuvas no Rio.

A passagem de frentes frias, o transporte de umidade e a atuação de áreas de instabilidade podem favorecer episódios mais frequentes e volumes elevados de chuva. Assim, a quantidade e a frequência desses fenômenos em um determinado ano podem variar, como neste ano de 2026.

Apesar do início frio e chuvoso, a tendência para os próximos dias é de recuperação gradual das temperaturas. A chuva persiste na quinta-feira e pode aparecer na sexta e no sábado, mas o domingo deve ser de tempo firme, com máxima de 26 graus.