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Cinelândia voltada à Sétima Arte: Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul inicia comemorações pelos 90 anos do nascimento do artista
As sessões e mesas, que integram a Semana de Arte do Rio, ocuparão espaços simbólicos da região, como o Cine Odeon, o Centro Cultural da Justiça Federal e a Banca do André
A Cinelândia, no Centro do Rio, é assim chamada porque nos anos 1930 se transformou em um polo de grandes cinemas de rua. A vocação local para a Sétima Arte volta a ganhar destaque entre os dias 21 e 25 de setembro, com a realização da 19ª edição do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, promovido pelo Centro AfroCarioca de Cinema. As sessões e mesas, que integram a Semana de Arte do Rio, ocuparão espaços simbólicos da região, como o Cine Odeon, o Centro Cultural da Justiça Federal e a Banca do André. É o início das comemorações pelos 20 anos do festival e os 90 anos que Bulbul faria em 2027.
Semana de Arte do Rio
E mais:
A programação se inicia com uma avant-premiere para convidados no Salão Assyrius, no Theatro Municipal. Em seguida, o Cine Odeon recebe a Cerimônia de Abertura. Nos dias seguintes, o Encontro ocupará também outros espaços simbólicos, entre eles o Centro Cultural da Justiça Federal, a Banca do André (na Rua Pedro Lessa) e o próprio Odeon. Nas noites de 22 a 25 de setembro, haverá sessões de cinema, debates, rodas de conversa e atividades formativas no Cine Odeon e no Centro Cultural da Justiça Federal. Na madrugada de 24 para 25 de setembro, o Viradão de Cinema Negro será ao ar livre na Cinelândia (Banca do André), com filmes, DJs, MCs e performances artísticas. O encerramento do Viradão terá sessões especiais de 4h às 5h da manhã, seguida de café da manhã coletivo na praça da Cinelândia ao amanhecer (confira abaixo a programação do Odeon).
O Encontro se inicia na data em que Zózimo Bulbul nasceu e na região . A edição deste ano é a de passagem até a celebração de 2027, quando o festival completará 20 anos e quando seriam celebrados os 90 anos de nascimento do artista.
Relembre Zózimo Bulbul
A carreira de Bulbul começou nas peças do Centro Popular de Cultura da UNE e se encorpou no cinema, no qual se tornou um dos maiores expoentes da cultura afro-brasileira, como fazia questão de ressaltar, nas décadas de 1960 e 70. Estreou em em 1962, em “Cinco Vezes Favela”, um dos no marcos do Cinema Novo. Fez mais de 30 filmes, incluindo clássicos como “Terra em transe”, de Glauber Rocha”, “Compasso de espera”, de Antunes Filho” e “Grande sertão”, de Geraldo Santos Pereira. Um dos filmes mais conhecidos é um documentário de 1988 intitulado “Abolição”, com entrevistas de personalidades sobre o centenário da abolição.
Fundador do Centro Afro Carioca de Cinema, ele empreendeu batalhas culturais com foco em narrativas afro e na luta contra as desigualdades. Em 2010, a convite do governo do Senegal, Zózimo fez o média- metragem “Renascimento Africano”, que mostra o país nas comemorações dos 50 anos de independência deste país. Uma das últimas entrevistas que concedeu foi para documentário em produção do cineasta americano Spike Lee, com quem trocava ideias sobre festivais de cinema.
Destaques da programação:
Odeon
22 de setembro, terça
Oferendas narrativas para uma História do Cinema Negro Brasileiro. Participante: Janaína Oliveira, às 11h;
Mesa Perspectivas do Cinema, às 14h - Nordeste. Participantes: Everlane Moraes, Larissa Fulana de Tal, David Aynan e João Araió. Mediação: Thiago Costa;
Sessão Olhos d'Alma, às 15h, com direção de Zózimo Bulbul; "Othelo, O Grande", com direção de Lucas Rossi;
Sessão Confluências transatlânticas, às 17h: "Lees Waxul" | 20 min; "The Last Harvest" | 22 min; Blue Heart | 15 min;
Lançamento do livro "Cinema de favela", de Luciano Vidigal, às 17h30;
Sessão Olhos d'Alma: "Lá do Alto", de Luciano Vidigal| 8 min; "A Face Negra do Amor", de Tatiana Tibúrcio| 24 min; "Cadernos Negros", de Joel Zito de Araújo | 1h13 min;
Sessão Territórios da Memória: "Mãe Solo, de Camila de Moraes" | 15 min; "Cinzas", de Larissa Fulana de Tal | 15 min; "Calunga Maior", de Thiago Costa | 19 min; "Aurora", de Everlane Moraes | 15 min; "Os Verdadeiros Lugares Não Estão no Mapa", de João Araió | 7 min; "O Dia de Jerusa", de Viviane Ferreira | 20 min; "Canções de Liberdade", de David Aynan | 6 min;
Veja mais da programação:
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