RJ em Foco
Rio recebe o maior treinamento de cibersegurança do Hemisfério Sul
Encontro simula ataques e defesas de sistemas em setores estratégicos para o Estado do Rio, como segurança, transporte, saúde e indústrias do mercado de óleo e gás
Terceiro estado do país com mais ocorrências de crimes cibernéticos, o Rio recebe esta semana o Exercício Guardião 8.0, maior treinamento de cibersegurança do Hemisfério Sul, realizado pelo Exército Brasileiro em parceria com o DigiTech Firjan Senai. O encontro reúne cerca de 20 empresas fluminenses e órgãos públicos de setores estratégicos para o Estado do Rio — entre eles segurança, transporte e indústrias do mercado de óleo e gás — em simulações de ataque e defesa de sistemas e gabinetes de crise envolvendo diversas áreas.
— Sediar o Guardião Cibernético no DigiTech Firjan Senai reforça o papel da Firjan de antecipar desafios e apoiar a indústria fluminense em temas decisivos para sua competitividade e segurança. Somos referência em Tecnologia da Informação e Comunicação e temos uma estrutura preparada para reunir empresas, poder público e especialistas em um exercício de grande complexidade — afirma Alexandre Reis, diretor-executivo Operacional do Sistema Firjan e diretor-executivo Sesi Senai.
Participam do treinamento empresas como Light, MetrôRio e indústrias das áreas de óleo e gás, segurança de dados e siderurgia, além de órgãos públicos como Detran e Ministério da Saúde. A iniciativa acontece simultaneamente também em Brasília, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba.
No Rio, técnicos das empresas e órgãos públicos participantes se reúnem na Arena de Cibersegurança, onde um telão com um mapa-múndi registra simulações de ataque e defesa de sistemas. Serão avaliados tempo de resposta e as ações necessárias para prevenção e redução de danos diante de ataques cibernéticos complexos e coordenados. O objetivo é testar e validar planos de contingência e desenvolver soluções inovadoras prevenindo impactos sociais, ambientais, econômicos, políticos e à segurança do Estado.
Maior laboratório farmacêutico oficial do Brasil, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ao Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) participa do evento a fim de incrementar cada vez mais suas medidas de segurança.
— A cibersegurança é cada vez mais importante para instituições que prestam serviços essenciais à sociedade. Participar de um exercício como o Guardião Cibernético contribui para a qualificação das equipes, para a troca de experiências com especialistas e para o aprimoramento da prevenção e da resposta a incidentes. Essa preparação é fundamental para reduzir riscos como indisponibilidade de sistemas, perda de informações e interrupção de serviços, fortalecendo a segurança e a continuidade das operações — afirma Alessandro Borba, coordenador de Infraestrutura de TI de Farmanguinhos/Fiocruz.
Segundo dados da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Brasil registrou um aumento de 95% de crimes cibernéticos em cinco anos (2021-2025) – cerca de um por dia (total de 1.508). O problema atinge cidadãos e empresas de todos os portes e setores, vítimas de crimes que incluem desde o envio de vírus ao roubo de documentos e sequestro de dados – este último, disparado, o mais registrado (456). Em 2025 houve um recorde nos registros de crimes cibernéticos: 362 casos. O ranking (2021-2025) tem São Paulo com maior número de registros (513), seguido do DF (220) e do Rio (139). O Brasil concentrou metade (47%) de todos os ataques na América Latina em 2024, segundo relatórios de empresas como IBM e CrowdStrike, empresa especializada em cibersegurança.
Mais lidas
-
1POLÍTICA
Gilmar Mendes envia advogado de confiança para falar com Flávio Bolsonaro
-
2MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
3SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
4ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
5ESPORTE
Luta nascida na União Soviética ganha o Ocidente; modalidade mistura judô, jiu-jitsu e wrestling