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Antigo Hotel Glória reabre como condomínio de luxo com apartamentos de até R$ 7 milhões
Reinauguração do cinco-estrelas ocorreu após investimento de R$ 400 milhões e quatro anos de obras.
Após quatro anos de obras e um investimento de R$ 400 milhões, o antigo e luxuoso Hotel Glória reabre agora como um condomínio residencial. O empreendimento conta com 266 apartamentos, de duas, três ou quatro suítes, com até 214 metros quadrados, além de elevador panorâmico e unidades com entradas independentes. A construtora informou que 73% dos apartamentos já foram vendidos, com preços que variam de R$ 1,8 milhão a R$ 7 milhões.
Um luxo:
O salão nobre de 244 metros quadrados, no segundo piso, usado para convenções e coletivas de presidentes da República no passado, virou espaço para festas, com paredes revestidas de mármores. O recinto, com mesas, sofás e cadeiras estalando de novo, comporta até 250 pessoas e pode ser usado por moradores no sistema definido como “pay for use”. Também está disponível para ser alugado no rooftop o espaço com churrasqueira e duas cozinhas gourmet.
Projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, o mesmo que assinou os projetos do Copacabana Palace e do Edifício A Noite, na Praça Mauá, o Glória foi inaugurado em 1922 para o centenário da Proclamação da Independência e a Exposição Internacional. Na época, o Aterro do Flamengo sequer existia — o parque só seria construído nos anos 1960 — e o prédio ficava à beira-mar. O saguão de entrada era bem menor, com dimensões semelhantes ao do Copacabana Palace, inaugurado um ano depois.
O Glória foi o primeiro cinco-estrelas do Brasil. Ao longo das décadas, recebeu personalidades como o astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. Ficou conhecido por hospedar presidentes da República, devido à sua proximidade com o Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960. Por 34 anos, seu salão principal foi passarela para Clóvis Bornay, Wilza Carla e Evandro de Castro, entre outros artistas que participavam do mais famoso concurso de fantasias de luxo do país. O hotel também recebeu bailes de carnaval e até escolha de miss.
Memória:
O residencial mantém a fachada preservada, já que o prédio é protegido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). No acesso principal, na marquise branca, continuará o monograma dourado que identifica o endereço.
Por dentro, tudo é novo. Foi necessário reconstruir as áreas internas do zero, já que o empresário Eike Batista, que comprou o Glória e depois repassou o imóvel, demoliu tudo e se desfez da mobília.
Outra novidade que não existia no Glória original foi a reserva de áreas para quatro lojas no térreo, sendo que duas já foram vendidas para o mesmo comprador, que ainda não divulgou o que planeja para o local.
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