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Suspeito de feminicídio já havia agredido a ex-companheira e fazia ameaças, aponta investigação
Depoimentos apontam agressões anteriores e ameaças de morte; familiar relatou à polícia que conflitos aumentaram após discussão envolvendo uma suposta amante do investigado.
O feminicídio que chocou moradores de Duque de Caxias na última quinta-feira pode ter sido o desfecho de um histórico de violência doméstica que se arrastava havia anos. Depoimentos reunidos pela Polícia Civil apontam que Sebastião Rogerio Ventura Costa, o homem preso pelo assassinato da ex-companheira Lucélia Domingos Isidro, já teria agredido a vítima anteriormente e fazia ameaças frequentes. Um familiar do suspeito afirmou à polícia acreditar que uma discussão envolvendo a vítima e uma mulher apontada como amante do investigado tenha contribuído para o agravamento dos conflitos entre o casal.
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Filha chama a polícia
Segundo informações reunidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, familiares relataram que a mulher havia sofrido agressões físicas durante o relacionamento. Além disso, testemunhas afirmaram que o suspeito fazia ameaças de morte contra a ex-companheira e também contra familiares dela.
Os investigadores apontam que o casal manteve uma relação de aproximadamente duas décadas e tinha duas filhas adolescentes. Apesar da separação, eles continuavam vivendo no mesmo imóvel, em áreas diferentes da residência, situação marcada por constantes conflitos.
Em um dos depoimentos, um familiar do suspeito afirmou ter conhecimento de uma agressão ocorrida há cerca de cinco anos. Já o pai do investigado contou à polícia que soube, por meio da neta, de episódios anteriores de violência e intimidação praticados contra a vítima.
A decisão que determinou a prisão em flagrante destaca que o crime não teria sido um episódio isolado, mas o resultado de um ciclo de violência doméstica. O documento menciona ameaças, tentativas de manipulação das filhas contra a mãe e episódios de agressão física relatados por testemunhas.
Para os investigadores, a falta de registros formais de ocorrência não significa ausência de violência. A polícia trabalha com a hipótese de que o medo e a dependência emocional tenham contribuído para que os episódios anteriores não fossem denunciados às autoridades.
Prisão em flagrante
O suspeito foi preso por feminicídio qualificado. A Polícia Civil também pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, argumentando que a liberdade dele poderia representar risco para testemunhas e familiares da vítima, especialmente as filhas adolescentes do casal.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
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