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Defesa de Jairinho diz que júri será anulado e prevê novo julgamento após condenação por morte de Henry

Advogado Rodrigo Faucz afirma que houve “uma série de nulidades” durante o julgamento e sustenta que ex-vereador deveria ter sido absolvido

Agência O Globo - 04/06/2026
Defesa de Jairinho diz que júri será anulado e prevê novo julgamento após condenação por morte de Henry
- Foto: Reprodução / Agência Brasil

Logo depois da leitura da sentença que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, a defesa do réu afirmou que pretende recorrer da decisão e acredita que o Tribunal do Júri será anulado. A declaração foi feita na madrugada desta quinta-feira pelo advogado Rodrigo Faucz, integrante da banca de defesa, no 2º Tribunal do Júri do Rio.

Após dez dias de julgamento, os jurados condenaram Jairinho por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo pelos jurados e recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro. Ela foi condenada apenas por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.

Ao comentar o resultado, Faucz afirmou que o caso chegou ao julgamento sob forte influência da opinião pública, mas avaliou que os votos obtidos pela defesa demonstram que havia respaldo para as teses apresentadas aos jurados.

— É difícil conseguir reverter isso em tão pouco tempo. No entanto, considerando que tivemos votos favoráveis, mostrou-se que o que estávamos falando tem fundamento. Tanto que ele foi absolvido em dois dos crimes — disse.

Segundo o advogado, o julgamento foi marcado por irregularidades que, na avaliação da defesa, comprometem a validade da decisão dos jurados.

— É importante dizer que ocorreu uma série de nulidades no decorrer do julgamento e certamente esse júri será anulado. Ele será submetido a um novo julgamento e a gente espera que, dessa vez, possam ser respeitadas todas as garantias, no sentido de que a gente tenha acesso a todos os elementos probatórios e que os jurados tomem uma decisão baseados no que se tem de prova — afirmou.

Faucz disse ainda que, no entendimento da defesa, Jairinho deveria ter tido o mesmo fim de Monique: a absolvição.

— No decorrer do julgamento ele deveria ter sido absolvido, assim como a Monique — declarou.