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A mansão mais cara do Brasil? Imóvel no Leblon revela escultura rara e foi 'caro demais' até para Neymar
Escultura de Constantin Brancusi, avaliada a partir de R$ 400 mil, foi achada em cômodo trancado de mansão no Jardim Pernambuco, no Leblon, que será demolida para dar lugar a condomínio de alto padrão.
Uma escultura do renomado artista romeno Constantin Brancusi (1876-1957), considerada uma relíquia e com lance inicial de R$ 400 mil, foi descoberta em um quarto trancado na mansão do Jardim Pernambuco, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel, anunciado por R$ 220 milhões e reconhecido como um dos mais caros do país, será demolido para dar lugar ao condomínio de luxo Estância Pernambuco.
Leilão reúne relíquias antes da demolição
Uma peça de Brancusi terá destaque no segundo leilão realizado antes da demolição da propriedade, que já recebeu autorização. Além da escultura, uma tapeçaria original de Jean-Michel Basquiat também foi localizada no imóvel. O leilão, marcado para 9 de junho, reunirá cerca de 1.600 itens, atualmente em fase de catalogação pelo leiloeiro Ernani.
“Temos que esvaziar rápido porque a demolição já foi autorizada”, afirma Ernani.
Detalhes da mansão
Situada em uma das áreas mais exclusivas do Leblon, propriedade pertencente à família Amaral, fundadora do Supermercado Disco. A propriedade foi negociada por R$ 220 milhões com a construtora Mozak, que planeja transformar os 11 mil metros quadrados do terreno no empreendimento Estância Pernambuco. O projeto prevê até oito mansões exclusivas, cada uma com design personalizado.
Construída em estilo inglês, a residência possui aproximadamente 2,5 mil metros quadrados de área construída. Entre os ambientes, destacam-se seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, salas de estar e jantar, estúdio de música, sala de reunião, biblioteca, sauna, área de lazer com churrasqueira e piscina semiolímpica. O imóvel conta ainda com um sistema avançado europeu de aspiração de pó instalado nos rodapés.
A concessão estava à venda desde 2019 e chegou a despertar o interesse de Neymar, que visitou o local, mas desistiu da compra devido ao alto valor. Posteriormente, o jogador adquiriu outro terreno na mesma região.
Segundo a Mozak, o projeto de atualização do futuro condomínio será contratado por Thiago Bernardes, responsável por obras como o Museu de Arte do Rio (MAR) e ampliações nos institutos Moreira Salles e Burle Marx. Os terrenos têm valor inicial de R$ 19,5 milhões cada, e o Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento pode atingir R$ 500 milhões. Cada imóvel poderá custar até R$ 150 mil por metro quadrado.
Estrutura e segurança
A construção atual ocupa apenas 22% do terreno, o que permitirá a divisão da área em novos lotes. Elementos como o heliponto e a piscina ainda terão seus destinos definidos conforme o andamento do projeto.
No interior da casa, há um sótão todo em madeira, elevador em um dos três salões sociais e uma galeria com pé-direito duplo de quase sete metros de altura. O jardim, com paisagismo de Burle Marx, abriga o único heliponto particular do Rio homologado até 2032 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Externamente, um portão de ferro verde-escuro acompanha o muro de quase dez metros de altura. Árvores nativas da Mata Atlântica separam a propriedade da Rua Embaixador Graça Aranha. O condomínio, a cinco minutos a pé da praia, conta com câmeras de segurança em todas as ruas, vigilância 24 horas, cancelamentos e serviços particulares de limpeza e manutenção.
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