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Caso Henry: julgamento entra na reta final nesta segunda-feira; veja até quando deve durar o júri
Últimas testemunhas devem ser ouvidas ao longo do dia; interrogatórios de Monique e Jairinho estão previstos para começar na terça-feira
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte de Henry Borel entra nesta segunda-feira em sua reta final. Com a previsão de que apenas duas testemunhas sejam ouvidas ao longo do dia, a expectativa entre as partes é que a fase de instrução seja encerrada ainda nesta segunda, abrindo caminho para os interrogatórios dos réus e aproximando o júri de sua conclusão. Este já é o julgamento mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Julgamento do caso Henry:
'Apaga as mensagens':
A defesa de Jairinho dispensou duas testemunhas arroladas para o julgamento: o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro e a assessora Cristiane Izidoro. Com isso, restam apenas duas pessoas a serem ouvidas nesta segunda: o perito do Instituto Médico-Legal (IML) Leonardo Tauil, responsável por assinar os laudos do caso, primeiro a depor, e o médico Jeferson Evangelista Correa, assistente técnico da defesa.
Se os depoimentos forem concluídos como previsto, a fase de instrução do júri será encerrada ainda nesta segunda-feira, após sete dias de oitivas de testemunhas de acusação e defesa. Desde a abertura da sessão plenária, em 25 de maio, os jurados ouviram delegados, médicos, peritos, funcionários que conviveram com o casal e pessoas próximas aos réus e à família de Henry.
Caso Henry:
Ao GLOBO, integrantes das defesas e da acusação avaliam que, mantido o ritmo dos trabalhos, o julgamento poderá ser concluído entre quarta e quinta-feira. Caso a previsão se confirme, o júri terá durado entre dez e onze dias, incluindo os depoimentos, os interrogatórios dos réus, os debates entre acusação e defesa e a votação dos quesitos pelos jurados.
Segundo a defesa de Jairinho, houve um entendimento entre as partes para que o julgamento avançasse dentro de um cronograma que permitisse sua conclusão até quarta-feira. A previsão, porém, depende da duração dos interrogatórios e, principalmente, dos debates finais, etapa que costuma consumir boa parte do tempo nos julgamentos do Tribunal do Júri.
Sétimo dia:
Interrogatórios previstos para terça-feira
Encerrada a fase de testemunhas, o julgamento entrará em uma das etapas mais aguardadas do processo: os interrogatórios dos réus. Monique Medeiros deverá ser ouvida primeiro. Jairinho falará em seguida, após obter na Justiça o direito de ser o último a depor.
A defesa do ex-vereador argumentou que há conflito de versões entre os acusados e sustentou que ele deveria ter a oportunidade de se manifestar depois de ouvir integralmente o depoimento da corré. A decisão foi autorizada pela Justiça na semana passada.
Julgamento:
Os advogados de Jairinho alegaram que Monique passou a atribuir exclusivamente a ele a responsabilidade pelas agressões contra Henry e que, por isso, seria necessário garantir ao ex-vereador o direito de falar por último entre os réus.
Nos bastidores, a expectativa é que essa fase não se prolongue. Jairinho tem o direito constitucional de permanecer em silêncio e responder apenas às perguntas que desejar. Segundo pessoas ligadas à defesa, a tendência é que ele responda somente aos questionamentos formulados por seus próprios advogados.
O drama da 'Ilha dos Gatos', na Costa Verde do Rio:
Debates antecedem a decisão dos jurados
Após os interrogatórios, acusação e defesa iniciarão os debates em plenário. Nessa etapa, promotores, assistentes da acusação e advogados apresentarão aos jurados suas versões sobre o caso e tentarão convencê-los da condenação ou da absolvição dos réus.
Concluídas as sustentações, os sete jurados responderão aos quesitos formulados pela juíza Elizabeth Machado Louro. A partir das respostas, será definido o veredicto do júri popular.
Tributo recebe críticas:
Jairinho e Monique são julgados pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, quando ele tinha 4 anos. O Ministério Público sustenta que o menino foi vítima de sucessivas agressões no apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca. Os promotores afirmam que Monique tinha conhecimento da violência praticada contra o filho. Ambos negam as acusações.
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