RJ em Foco
Douglas Ruas reúne prefeitos na Alerj para discutir orçamento estadual de 2027
Audiência pública ocorre no mesmo dia em que o TCE retoma julgamento das contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro e debate prioridades dos municípios diante de déficit previsto de R$ 13 bilhões nas contas do estado.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realiza nesta segunda-feira, às 14h, uma audiência pública para debater o orçamento estadual de 2027 com prefeitos dos 92 municípios fluminenses. A sessão será conduzida pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, e pelo deputado Gustavo Tutuca (PP), presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle.
A reunião acontece no mesmo dia em que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) retoma o julgamento das contas de governo de 2025 do ex-governador Cláudio Castro. Embora tratem de pautas distintas, ambos os debates convergem para a discussão sobre o equilíbrio das finanças públicas fluminenses e a capacidade de investimento do governo estadual nos próximos anos.
A iniciativa da Alerj visa abrir espaço para que prefeitos apresentem demandas regionais e prioridades locais que possam ser incorporadas ao planejamento financeiro do estado. A expectativa é que representantes municipais levem reivindicações em áreas como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura e desenvolvimento regional.
Nos bastidores da Assembleia, a audiência é considerada uma estratégia para fortalecer o diálogo entre o Legislativo estadual e as prefeituras, em meio à crescente pressão sobre as contas públicas. A avaliação é que a participação dos prefeitos pode ajudar a orientar a destinação de recursos e reduzir disputas por investimentos durante a tramitação do orçamento.
O debate ocorre paralelamente à análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviada pelo governo estadual à Alerj no início de maio. O texto prevê um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões para o próximo exercício, com receita estimada em R$ 120 bilhões e despesas previstas de R$ 133 bilhões.
A proposta já passou pelas primeiras discussões em plenário e está na fase de apresentação de emendas parlamentares, cujo prazo termina em 3 de junho. O cenário de desequilíbrio fiscal previsto pelo Executivo deve pautar as negociações entre deputados, governo e prefeitos nas próximas semanas.
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