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Sétimo dia do caso Henry termina após 20ª testemunha relatar suposto acidente de carro

Sessão ouviu babá, pai e atual companheira de Jairinho; julgamento será retomado nesta segunda-feira

Agência O Globo - 01/06/2026
Sétimo dia do caso Henry termina após 20ª testemunha relatar suposto acidente de carro
Henry Borel - Foto: YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

O sétimo dia de julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel em março de 2021, encerrou-se às 21h deste domingo após nove horas de sessão. O último depoimento foi de uma testemunha que relatou um suposto acidente de carro envolvendo a criança dias antes do falecimento. O júri será retomado às 10h desta segunda-feira, com os depoimentos do psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, do médico Jeferson Evangelista Correia e do perito Leonardo Huber Tauil, responsável pelo laudo da necropsia de Henry.

Encerramento após 20ª testemunha

O interrogatório deste domingo foi concluído com o depoimento da 20ª testemunha, a pastora Miriam Santos Rabelo Costa, arrolada pela defesa de Jairinho. Miriam, que já teve um relacionamento com Leniel Borel, pai de Henry, e o acusa de agressão, afirmou ter tomado conhecimento de um suposto acidente de carro sofrido por Leniel e Henry dias antes da morte do menino.

"Conversei com o motorista particular dele, chamado Maurício, que relatou que estava dirigindo quando outro veículo freou bruscamente, obrigando-o a também frear. Henry estava no banco de trás, foi projetado para frente, bateu a cabeça, chorou e reclamou de dores", disse Miriam, que prestou depoimento por videoconferência dos Estados Unidos.

Além do contexto do julgamento, Miriam também acusou Leniel de estelionato financeiro. Segundo ela, o pai de Henry teria pedido mais de 60 mil dólares emprestados e não devolvido, usando parte do valor para contratar advogados para o caso.

Quatro depoimentos neste domingo

Inicialmente, 27 testemunhas estavam previstas para depor, mas o número caiu para 23 após dispensas feitas pelas defesas de Monique e Jairinho. Neste domingo, quatro testemunhas foram ouvidas. A primeira foi Thayná de Oliveira Ferreira, babá de Henry à época do crime, que relatou episódios suspeitos envolvendo Jairinho e contou ter recebido orientações para apagar mensagens e minimizar relatos sobre a família após a morte do menino.

Em seguida, depôs Jairo Souza Santos, o coronel Jairo, pai de Jairinho. Ele buscou descredibilizar relatos de ex-namoradas do réu e da filha de uma delas, que relataram episódios de agressão supostamente praticados por Jairinho.

A penúltima testemunha foi Fernanda Abidur Figueiredo, atual companheira de Jairinho, que negou que ele seja agressivo e relatou situações em que ela mesma o agrediu após descobrir traições, sem que ele reagisse.

A morte de Henry Borel

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. De acordo com o Ministério Público, o menino foi vítima de agressões dentro do apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Zona Oeste do Rio.