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Babá Thayná depõe no sétimo dia de julgamento e promete corrigir versões anteriores
Testemunha arrolada pela defesa de Monique Medeiros responde por falso testemunho e afirma que irá retificar declarações anteriores sobre o caso Henry.
O sétimo dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros teve início neste domingo com grande expectativa em torno do depoimento de Thayná de Oliveira Ferreira, babá responsável pelo cuidador de Henry Borel na época de sua morte. Indicada como testemunha pela defesa de Monique, Thayná chegou ao 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio, por volta das 10h.
Contradições e expectativa pelo depoimento
A oitiva de Thayná é considerada crucial porque, ao longo dos cinco anos de tramitação do caso, ela apresentou versões contraditórias e respondeu atualmente a um processo por falso testemunho.
No primeiro depoimento à polícia, em 24 de março de 2021, Thayná afirmou nunca ter presenciado situações anormais relacionadas a Henry, Monique e Jairinho. Descreveu a convivência familiar como harmoniosa e negou ter visto marcas de agressão na criança.
Menos de um mês depois, em 12 de abril de 2021, a babá voltou à delegacia e admitiu que havia mentido por medo. Segundo ela, após tomar conhecimento das agressões atribuídas a Jairinho, passou a temer por sua própria segurança. Nessa ocasião, relatou ter presenciado episódios de violência contra Henry e afirmou que a avó materna, Rosângela Medeiros da Costa e Silva, também sabia das agressões.
Thayná detalhou situações em que Jairinho teria se trancado com Henry em um quarto, relatando que, depois, o menino saiu mancando e reclamando de ter levado "bandas" e "chutes". Mensagens recuperadas pela investigação comprovaram que a babá alertou Monique, em tempo real, sobre episódios que consideravam preocupantes relacionados a uma criança.
No entanto, em outubro de 2021, durante a primeira audiência de instrução, Thayná voltou a alterar sua versão. Negou ter conhecimento das agressões, disse não se lembrar das mensagens encontradas em seu celular e afirmou que foi orientado por Monique a apresentar a família como uma "família de margarina".
Como foi o sexto dia de julgamento
No sábado, os jurados ouvirão o depoimento do engenheiro mecânico Bryan Medeiros da Costa e Silva. Durante cerca de sete horas de depoimento, Bryan relatou que sua irmã, Monique, ficou “fora de si” ao saber da morte do filho e chegou a manifestar desejo de tirar a própria vida para “ficar perto de Henry”. Ele sustentou que Monique jamais permitiria agressões contra uma criança e atribuiu a Jairinho a responsabilidade por atos de violência.
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