RJ em Foco
O avesso dos cartões-postais no Rio: enquanto turismo cresce, falta zelo com o entorno das atrações
Visitantes e especialistas citam insegurança, iluminação deficiente, sujeira e desordem urbana em pontos como Lapa, Pedra do Sal, acessos ao Cristo Redentor e Copacabana
Mesmo encantada com a animação e a cultura pulsante da Lapa, a chilena Ximena Belmar, pela primeira vez no Rio, diz que, numa próxima visita à cidade, pensaria duas vezes se voltaria à região. O mau cheiro, a falta de limpeza e o casamento abandonado, no entorno dos Arcos, pesam na decisão. A cinco milhas dali, na Pedra do Sal, os mineiros Débora Rodrigues e Eduardo dos Anjos, por se sentirem inseguros, prefeririam deixar celulares no apartamento que alugaram por temporada, levando apenas dinheiro em espécie.
Os donos do crime:
Caso Henry:
Se o número de visitantes vem aumentando no Rio, chegando, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, a 4,5 milhões nos quatro primeiros meses deste ano, por outro lado o cuidado com os pontos turísticos não têm acompanhado esse movimento, e os relatos sobre aspectos negativos se acumularam nas ruas, na internet e entre especialistas. A situação tem gerado comparações com outras cidades do mundo fora onde há maior zelo com os seus atrativos.
Pesquisa feita pela Smart Tour, plataforma de inteligência de dados externa para turismo e gestão pública, a pedido do GLOBO, o ponto negativo mais relatado nas redes é a insegurança, com foco no medo de assaltos. São muitos critérios ainda golpes e extorsão econômica; desordem urbana; superlotação e filas; e mobilidade é barreira de idioma. Os dados foram obtidos a partir de coleções de 5.230 fontes, entre redes sociais e fóruns de opinião.
Caso Henry:
Na Lapa, mau cheiro
Próximo dos Arcos da Lapa, além dos problemas relatados por Ximena, chamam a atenção o cheiro de urina, a concentração de moradores em situação de rua, calçadas esburacadas, com pedras portuguesas soltas, além de diversos estabelecimentos fechados — a reportagem contorno dez, entre a Praça João Pessoa e a Rua da Lapa.
— A Lapa é alegre, divertida. Mas quando você se depara com a mais higiene é perturbador. Desestimula até num restaurante para comer. Percebo ainda que essas construções antigas são bonitas, mas descuidadas — reclama Ximena.
Uma Lapa que o ator e produtor de eventos Perfeito Fortuna conhece bem. Afinal, há mais de 40 anos, criou dois símbolos da cultura do bairro: o Circo Voador e a Fundição Progresso:
— Nos dias de shows ficamos ilhados, porque muitos camelôs ficam na frente da Fundição, não dá para passar carro, é uma loucura.
Membro da Associação Polo Novo Rio Antigo, Fortuna acompanhou representantes do grupo num recente encontro com Eduardo Cavaliere. A entidade pediu ao prefeito a revitalização do trecho junto à Sala Cecília Meirelles e à Rua dos Arcos e que essa destinação a dois terrenos vazios da Eletrobras na Rua do Lavradio. Na ocasião, a associação foi informada pelo prefeito de que a Força Municipal — divisão de elite armada da Guarda Municipal — chegaria à Lapa.
— O miolo da Lapa, a região dos Arcos, caminho de turistas que seguem da Escadaria Selarón em direção à Catedral Metropolitana, fica meio à parte, sem comércio, sem atividade para o público — afirma ele, confiante no futuro: — Várias gerações comparam a Lapa a Fênix (pássaro da mitologia grega), que ressurge das cinzas. A Rua do Senado explodiu de repente e se tornou a rua mais interessante do mundo. A Selarón é impressionante. Parece que está competindo com o Corcovado.
Crime organizado:
A excitação com a escadaria emblemática é notória pela grande movimentação de turistas. Alguns aspectos, porém, deixam a desejar. O local sofre com azulejos quebrados em diversos pontos, um deles logo no início da subida, onde se destaca a frase “Brasil, eu te amo”. A falta de acessibilidade é outra crítica.
— Seria importante ter um corrimão. Eu desço um lance e paro, porque me dá vertigem. Se eu tivesse onde me apoiar, me sentiria mais seguro e conseguiria apreciar melhor o passeio — afirma a modelista portuguesa Sandra Ferraz, de 50 anos.
Estratégias para driblar a insegurança
Os problemas de infraestrutura e conservação somam-se à insegurança. Neste mês, pelo menos oito turistas americanos e europeus foram assaltados e agredidos ao sair da Pedra do Sal, um dos pontos tradicionais da boemia carioca, na Saúde. Quem visita o local reclama da ausência de policiamento no entorno. Os policiais ficam concentrados apenas no ponto turístico. A situação exigiu a adoção de estratégias por parte dos visitantes.
— É um estado de atenção constante. Por precaução, escolhemos deixar os celulares, as joias e tudo mais na acomodação. Não viemos com nada de valor. E voltamos a ser analógicos: fomos ao banco e sacamos o dinheiro contado para passar a noite. Assim, o estrago não será tão grande — ressalta Eduardo dos Anjos, de 53 anos.
Ainda tateando o lugar com os olhos, em meio às barraquinhas de comida e à variedade de ritmos, o mexicano Alberto Martinez, de 41 anos, caminhava acompanhado de um grupo de amigos da Cidade do México. Ele contou que, antes da viagem, ouviu importantes alertas sobre a violência na cidade e decidiu redobrar os cuidados:
— Embora não seja uma realidade muito diferente (comparada à capital mexicana), ouvimos muitas recomendações sobre ter cuidado com a segurança no Rio. Para nos sentirmos mais seguros, só andamos em grupo, evitamos lugares que não sejam iluminados e que não dêem pra dar mole com o celular.
A colombiana Laura Higueira, de 26 anos, também circulou acompanhada de amigos e disse ter percebido rapidamente a necessidade de permanência em alerta. Segundo ela, a sensação de vulnerabilidade apareceu já nos primeiros passeios pela cidade:
— Percebemos que é preciso estar atento ao tempo todo. Estávamos no Maracanã, assistimos a um jogo, e um ambulante tentou nos vender uma cerveja por seis vezes mais.
Nem acesso a Cristo escapa
Enquanto a situação não evolui, o que se observa são turistas insatisfeitos, inclusive no principal cartão postal do Rio, o Cristo Redentor. Num dos acessos ao Corcovado, no Cosme Velho, causa incômodos nas abordagens insistentes de pessoas que oferecem passeios e transporte particular até as Paineiras — de lá, a pessoa tem que embarcar numa van oficial para chegar até o monumento. Em muitos casos, os visitantes são interpelados logo ao desembarcar de carros de aplicativos. Os vendedores dizem que o trenzinho, um dos transportes oficiais, demora horas, e fazem sua própria oferta. O Trem do Corcovado admite que as abordagens são “agressivas”, mas alega que esta é uma questão de ordem pública.
— Já peguem a gente no susto. Deveriam ter um pouco mais de calma na hora de oferecerem o serviço — reclama a estudante paraense Luciana Marinho, de 26 anos.
Além disso, apesar da grande movimentação, o sinal em frente à estação do trenzinho fica um pouco aberto para a travessia — apenas cerca de 20 segundos para os pedestres, que ainda precisam lidar com os avanços.
A praça ao lado, a São Judas Tadeu, convive com o abandono. Boa parte está interditada, cercada por uma rede. Dentro dessa área, tem um bonde instalado, mas com a estrutura danificada: com vidros quebrados, ferrugem e mato. Buracos, pedras portuguesas soltas, guimbas de cigarro e excesso de folhas de árvore caídas no chão composto o ambiente.
— Esse entorno do Corcovado poderia ser mais convidativo, com mais oferta de serviços para os turistas, como restaurantes. É assim em Gramado (RS), Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Recife (PE). Aqui eu olho, só vejo uma pastelaria e uma praça que não está bem estruturada — lamenta o administrador paraense Moisés Alfaia, de 50 anos.
Outra reclamação é dos atrasos no horário de saída do trenzinho. O chef de cozinha equatoriano Aaron Salazar, de 28 anos, só conseguiu subir uma hora e meia após a hora marcada em seu bilhete, no último dia 25. Por isso, resolvo voltar no dia seguinte para aproveitar melhor a experiência:
— No primeiro dia, comprei o bilhete para as 16h e só subimos às 17h30. Quando chegamos no Cristo, as nuvens já encobriam a paisagem. É injusto com os turistas que vêm com o desejo de conhecer o monumento. Hoje (dia 26), vim pela manhã e me sinto mais feliz.
Moradora de Rennes, na França, Anaís do Nascimento é mais uma turista que reclamou do descumprimento do horário do trenzinho. Ele comparou o acesso ao Corcovado com a Torre Eiffel e o Empire State:
— Aqui no Corcovado, a espera para o trem subir é muito grande. É muita fila, isso. No Empire State, em Nova York, por exemplo, o movimento também é grande, assim como na Torre Eiffel. A diferença é que, uma vez com entrada em mãos, você consegue ter uma previsibilidade maior do horário em que vai conseguir subir.
Segundo a assessoria do Trem do Corcovado, porém, os atrasos no embarque são pontuais e em dias de muito movimento.
Thiago Gomide:
Segundo a assessoria do trenzinho, atrasos não ocorrem com frequência. A assessoria acrescenta que, às vezes, acontece de a atração lotar muito e, para não levar passageiros em pé, é preciso esperar um pouco para embarcar.
Copacabana: corredor de camelos
O Observatório do Turismo Carioca, da Secretaria Municipal de Turismo, informa que as praias de Copacabana e do Leme são os lugares mais visitados do Rio. Mesmo assim, o calçadão junto à areia é palco de desordem. O excesso de camelos em certos pontos, em especial no Posto 3, torna a circulação uma missão difícil, restando apenas um corredor para a passagem dos pedestres. Além disso, há uma confusão na ciclovia, com pessoas correndo, caminhantes, veículos elétricos e normais e carrinhos de carga disputando espaço.
— Esse excesso de camelos atrapalha a passagem, porque fica só um corredor para a gente circular. Em vez de ficarem à direita e à esquerda, os candidatos poderiam ocupar só um lado. Seria uma boa forma de convivência — sugere a arquiteta brasiliense Beatriz Batista, de 28 anos.
Os turistas reclamam ainda de ter que pagar para usar o banheiro, o que, acredito, leva muitas pessoas a fazerem suas necessidades em área pública, deixando o ambiente com mal cheiro.
— A gente anda a orla todinha, não tem banheiro público. Então, muitos acabam fazendo xixi em qualquer lugar e você sente o odor. No Guarujá (SP), onde eu moro, e na Praia Grande (SP) você vai ver banheiro público ao longo de toda a orla, e são cheirosinhos e limpinhos — relata a atendente Marta Maria de Souza Antunes, de 53 anos.
Já na estação Carioca do Bonde de Santa Teresa, na Rua Lélio Gama, um aviso recai sobre a demora para o embarque. Perguntado, um funcionário disse que o intervalo é de 15 minutos entre as viagens. Na prática, porém, a espera pode durar mais do que o dobro do tempo.
Após cerca de 30 minutos na fila, o professor brasiliense Rafael Fernandes de Souza, de 48 anos, resolveu revender seu bilhete, porque tinha outro compromisso.
— Acreditei que a subida foi rápida, por não conhecer, mas vi que a fila não andava e que estava demorando muito. Fiquei com medo de até conseguir subir, mas nem aproveitar e ter que voltar correndo — explica.
Turistas e receita: projeções de mais crescimento
Números da Embratur mostram que é o turismo internacional é o que mais cresce no Rio. Nos primeiros quatro meses deste ano aumentaram 18,1% em comparação com o mesmo período do ano passado — foram 1.065.011 desembarques contra 901.991. Só a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) registrou 8.285 casos envolvendo estrangeiros em 2025, ou 22,69 por dia em mídia, última informação disponível nos microdados de segurança compilados pela GLOBO. O maior quantitativo, 2 mil, é de furto de celulares.
A despeito das críticas, o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Villa, sustenta que na última pesquisa feita, em 2025, com turistas estrangeiros revelam que mais de 90% saíram satisfeitos com a experiência no Rio de Janeiro. A projeção, acrescenta ele — com base em dados da Oxford Economics (plataforma de big data) — é de que, este ano, o turismo internacional produz receitas de US$ 820 milhões na cidade do Rio, valor 7,3% superior a 2025. O aumento do número desses visitantes em 2026 é estimado entre 15% e 20%.
— Os dados mostram que há um crescimento sólido da chegada de estrangeiros no Rio de Janeiro, assim como das receitas. Há um aumento, ano a ano, acima de outros estados do Sudeste. A questão da violência não tem impactado na decisão de viagem do turista internacional ao Rio. Mas entendemos que o turismo é também uma ferramenta para contribuir com a responsabilidade, que é do poder público, de melhorar a segurança e os transportes para turistas e moradores — destaca Villa.
Especialistas: desafios a enfrentar
Especialistas em turismo mostram exemplos de iniciativas tomadas no exterior e falam dos desafios que o Rio precisa enfrentar para que os visitantes queiram partir com vontade de voltar. Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem do Rio (Abav-RJ), Marcelo Siciliano afirma que o recente episódio envolvendo turistas na saída da Pedra do Sal acendeu novamente um alerta sobre a imagem da cidade como destino turístico internacional:
— O Rio continua sendo uma cidade extraordinária, com enorme potencial turístico, cultural e econômico, mas é inegável que questões como segurança pública, iluminação deficiente em áreas de circulação turística, desordem urbana, excesso de ambulantes irregulares e problemas de limpeza urbana precisam ser enfrentados com prioridade.
Segundo ele, o Rio convive com desafios sociais históricos e com a necessidade de maior integração entre os diferentes órgãos públicos responsáveis pela gestão urbana e turística.
Classificado com terrorista pelos EUA:
— Existem cidades que podem servir de referência nesse processo. Barcelona, por exemplo, investiu fortemente em ordenamento turístico, requalificação urbana e ocupação organizada de espaços públicos. Lisboa avançou muito na recuperação de áreas históricas, iluminação e valorização da experiência do visitante. Já cidades como Singapura são exemplos mundiais de limpeza urbana, segurança e fiscalização — exemplifica.
Times Square: engarrafamento de carros de polícia
O presidente do Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), Alfredo Lopes, ressalta que o Rio tem grande experiência de fazer megaeventos, mobilizando um aparato grande de segurança e inibindo os crimes, o que contrasta com o dia a dia da cidade. Para ele, as vias expressas de saída do Aeroporto do Tom Jobim, por onde chegam os turistas internacionais, Linha Vermelha e Avenida Brasil, têm que ter segurança total.
— Na Times Square, por exemplo, tem engarrafamento de carro de polícia. Tem muita polícia e muito monitoramento com câmeras — compare. — Mas é preciso ir além do policiamento ostensivo. Uma sensação de segurança. Não é só polícia. A poda de árvores no Rio é um problema. Sem poder, crie-se sombreamento em alguns lugares. Em outros, é preciso melhorar a iluminação. Tem ainda a desordem urbana, que dá sensação de insegurança.
Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo Ippur/UFRJ e professor do Departamento de Turismo do Cefet/RJ, Felipe Felix destaca que o crescimento do turismo no Rio acaba expondo fragilidades que precisam de atenção dos gestores públicos. Ele lembra que algumas embaixadas e consulados emitem orientações de segurança aos seus cidadãos que visitam a cidade:
— Embora sejam iniciativas relevantes, elas (as orientações) também transmitem a percepção de que as medidas adotadas pelas autoridades locais não foram suficientes para garantir uma experiência segura na cidade. Nesse sentido, seria oportuna uma ação integrada entre os órgãos municipais e estaduais responsáveis pelo turismo e a Deat, com campanhas e distribuição de material informativo em estradas e aeroportos.
Segundo ele, o idioma é outra barreira recorrente, mesmo em bairros turísticos de grande circulação. O desafio tecnológico é mais uma questão:
— Em 2024, durante uma viagem a Oslo, fiquei impressionado com a integração entre transporte e atrativos turísticos fornecidos pelo aplicativo Oslo Pass. O sistema de oferta passa de 24h, 48h e 72h que, uma vez adquirido, permite ao visitante utilizar transporte público e acessar participantes atrativos de forma ilimitada, com validação por QR Code. O aplicativo também fornece informações sobre horários, localização e roteiros.
A experiência de Sevilha, na Espanha — premiada em 2023 como Capital Europeia do Turismo Inteligente —, oferece referências interessantes, acrescenta Felix. Entre os projetos desenvolvidos na cidade, destaca-se a regulamentação das moradias de uso turístico, que implementou um sistema de licenciamento para imóveis anunciados em plataformas de locação por temporada, como o Airbnb, enfrentando questões como o aumento dos preços de aluguel e a redução da oferta de imóveis para contratos de longa duração.
O presidente executivo do Visit Rio, Luiz Strauss diz que um dos caminhos para melhorar o cenário inclui planejamento contínuo, investimentos consistentes e parceria entre poder público e iniciativa privada.
— Estamos confiantes de que, a partir da construção de um trabalho integrado e de longo prazo, o Rio continuará avançando de forma mais estruturada. Esse tipo de transformação não acontece de maneira imediata — destacada. — Nova York é um exemplo interessante porque passou, ao longo das últimas décadas, por um profundo processo de reorganização urbana, com investimentos em segurança, mobilidade, requalificação de espaços públicos e fortalecimento da experiência do visitante.
Doutor em turismo e consultor da presidência da Fecomércio, Otávio Leite defende que turismo receba atenção especial:
— O turismo é tão estratégico para o Rio, traz tantos dividendos econômicos e sociais, que merece tratamento suprapartidário. Se perseverarmos nessa direção, sonharemos em um dia recebendo quantidade de turistas no padrão europeu. Mas isso implica mais qualidade de todas as nossas estruturas: humanas e físicas.
O que dizem oss
A Polícia Militar, por nota, informa que “o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) atua de forma estratégica em pontos turísticos, áreas hoteleiras e locais de grande circulação de visitantes, com o objetivo de reforçar a segurança de turistas e moradores”. E que “as equipes realizam ações preventivas e atendimento especializado”. Crescente que o comando do 5º BPM (Praça da Harmonia) empregando policiamento em pontos estratégicos do Centro do Rio, “com equipes intensificando as abordagens e revistas, inclusive no período noturno”, e reforço de policiais em motocicletas.
Também por nota, a Secretaria estadual de Transportes garante que estuda medidas para melhorar a operação do bondinho de Santa Teresa, "em razão do fluxo de passageiros, especialmente durante feriados, finais de semana e na alta temporada".
Novas ações na Selarón e no Cosme Velho
Ainda por nota, a prefeitura do Rio informa que realiza "ações permanentes de manutenção, limpeza, ordenamento urbano, assistência social e iluminação nos principais pontos turísticos da cidade". E anuncia que vai realizar obras de urbanização na Escadaria Selarón, bem como reorganizar o entorno do ponto de embarque do Trem do Corcovado, no Cosme Velho.
Selarón. O projeto para a escadaria, já licitado, prevê melhorias nos acessos e organização do espaço urbano. Inclui melhorias na drenagem, requalificação de calçadas, nivelamento do piso com implantação de pavimento intertravado e instalação de rampas de acessibilidade.
Cosme Velho. A principal intervenção será a revitalização e adequação do Terminal Cosme Velho, que passará a concentrar o embarque e desembarque de vans turísticas que atualmente utilizam a Praça São Judas Tadeu, a fim de melhorar a fluidez do trânsito e ampliar a segurança de pedestres. Já o projeto de requalificação da Praça São Judas Tadeu está sendo revisado pela prefeitura após reunião realizada com moradores do bairro.
Lapa. A Secretaria Municipal de Conservação informa que os Arcos passam por um processo de revitalização, com investimento de R$ 1,7 milhão e 50% executados. O trabalho inclui limpeza técnica e pintura do monumento e recuperação da Praça Cardeal Câmara
Pedra do Sal. A RioLuz destaca que fez vistoria em toda a região, executou os serviços de manutenção necessários na iluminação pública e instalou um novo ponto de luz em LED na esquina da Rua do Escorrega com a Avenida Sacadura Cabral.
Outras iniciativas. A Comlurb diz que mantém limpeza rotineira, e a Secretaria de Ordem Pública afirma que realiza ações regulares de ordenamento em áreas turísticas. Em Copacabana, por exemplo, foram aplicadas 820 multas a ambulantes irregulares e apreendidas quase seis toneladas de mercadorias. A Secretaria de Ação Social também informa que faz abordagens frequentes a pessoas em situação de rua. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 1.209 atendimentos e 321 acolhimentos, que são voluntários.
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