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Homem vindo de Uganda é isolado no Rio por suspeita de ebola

Paciente apresentou tosse, calafrios e diarreia; exames iniciais indicam malária, mas investigação segue em curso

Agência O Globo - 31/05/2026
Homem vindo de Uganda é isolado no Rio por suspeita de ebola
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um homem procedente de Uganda, país africano que enfrenta surtos de ebola em algumas regiões, está sob monitoramento das autoridades de saúde do Rio de Janeiro após manifestar sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia. O paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), referência nacional no atendimento de casos suspeitos da doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) foi acionado neste sábado, logo após a identificação do caso. Em razão do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, o protocolo de segurança para suspeitas de ebola foi imediatamente adotado.

Na noite deste sábado, a Fiocruz comunicou à secretaria que o paciente testou positivo para malária. Apesar do diagnóstico, ele permanecerá em isolamento até a conclusão dos exames que possam descartar ou confirmar a infecção pelo vírus ebola, conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Paralelamente, equipes da Vigilância Epidemiológica do estado e do município do Rio realizam o rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente. Os chamados contactantes estão sendo orientados a comunicar imediatamente às autoridades de saúde caso apresentem sintomas como febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares ou dores nas articulações.

Segundo a SES-RJ, o monitoramento de doenças com potencial de provocar emergências em saúde pública integra a rotina do Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CIS-RJ). O trabalho abrange o acompanhamento de enfermidades já conhecidas no estado, como a dengue, além de doenças raras ou sem registro de circulação no país, como o ebola.

A secretaria ressaltou que os protocolos têm como objetivo identificar rapidamente possíveis ameaças sanitárias e adotar medidas para evitar a disseminação de doenças e reduzir riscos à população.