RJ em Foco
Governador do Rio determina indenização a famílias de pedreiros mortos por policiais em São Gonçalo
Para o chefe do Executivo estadual, famílias de Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva devem ser indenizadas
Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, os dois pedreiros mortos por policiais do 7º BPM (Alcântara) na comunidade Jardim Catarina, em São Gonçalo, foram sepultados nesta semana no Cemitério São Miguel, na mesma cidade. Três policiais são investigados por terem, segundo testemunhas, atirado contra os trabalhadores. Os agentes teriam confundido ferramentas de construção com armas. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, manifestou pesar pelo ocorrido e afirmou ter determinado à Procuradoria Geral do Estado que as famílias sejam indenizadas.
Manifestação oficial e providências
Em nota enviada ao GLOBO, o Governo do Estado do Rio informou: “O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, manifesta profundo pesar pela morte dos pedreiros Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, atingidos durante ação da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana. O governador interino determinou que a Procuradoria Geral do Estado iniciasse os trâmites legais para viabilizar o pagamento de indenização às famílias. Também determinou que as investigações sejam conduzidas com absoluto rigor e transparência pelas Polícias Civil e Militar, para esclarecer todas as circunstâncias do caso e garantir a devida responsabilização. Os policiais envolvidos já foram afastados das atividades operacionais”.
Comoção e protesto nos sepultamentos
Nesta quinta-feira, aos gritos de “justiça”, familiares e amigos sepultaram Marcelo da Cruz Silva. Na sexta-feira, foi a vez dos parentes de Edvan Felipe de Assis se despedirem. Durante o primeiro enterro, a presença de dez viaturas policiais cercando o cemitério gerou revolta entre os presentes, que relataram sentimento de desrespeito. Agentes do 1º BPM (São Gonçalo), do 7º BPM (Niterói) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) acompanharam o sepultamento. Segundo um policial, a medida visava conter possíveis manifestações de moradores do Jardim Catarina.
Investigação e afastamento dos policiais
A Polícia Civil informou que irá realizar perícia nas armas utilizadas e requisitou as imagens completas das câmeras corporais para apurar a dinâmica da ação. Os agentes envolvidos permanecem afastados das ruas durante a investigação, conforme informou a Polícia Militar.
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