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Douglas Ruas convoca prefeitos para debater orçamento de 2027 na Alerj

Audiência pública na segunda-feira discutirá prioridades dos municípios diante do déficit de R$ 13 bilhões previsto para o estado

Agência O Globo - 29/05/2026
Douglas Ruas convoca prefeitos para debater orçamento de 2027 na Alerj
Douglas Ruas - Foto: Reprodução / Instagram

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai reunir, na próxima segunda-feira, prefeitos dos 92 municípios fluminenses para uma audiência pública sobre o orçamento estadual de 2027. O encontro está marcado para as 14h, no plenário da Casa, e ocorre no início das discussões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governo estadual ao Legislativo.

A audiência será conduzida pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas, e pelo deputado estadual Gustavo Tutuca, presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle. O objetivo é abrir espaço para que os prefeitos apresentem demandas regionais e prioridades locais, contribuindo para o planejamento financeiro do estado.

Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma tentativa de fortalecer a interlocução entre o Palácio Guanabara e as prefeituras, em meio à crescente pressão fiscal. Os parlamentares avaliam que o diálogo antecipado pode evitar disputas por investimentos e direcionar recursos para áreas prioritárias dos municípios.

Além disso, os deputados enxergam na iniciativa de Douglas Ruas, pré-candidato ao governo do Rio, um gesto político em direção aos prefeitos, considerando a proximidade das eleições.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 foi enviado à Alerj no início de maio e já está em tramitação. O texto foi debatido em plenário nos dias 26 e 27 de maio, e o prazo para apresentação de emendas parlamentares segue de 28 de maio a 3 de junho.

Segundo o governo, o cenário para 2027 é de forte desequilíbrio fiscal: estima-se um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões, com previsão de arrecadação de R$ 120 bilhões frente às despesas projetadas em R$ 133 bilhões. O rombo fiscal deve pautar as negociações entre deputados, governo e prefeitos durante a tramitação da proposta.