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Operação mira núcleo financeiro do Comando Vermelho e prende esposa de Rabicó

Esquema criminoso já teria movimentado mais de R$ 450 milhões, segundo a Polícia Civil

Agência O Globo - 29/05/2026
Operação mira núcleo financeiro do Comando Vermelho e prende esposa de Rabicó
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma nova fase da Operação Contenção foi realizada nesta sexta-feira (dados), em ação conjunta das polícias Civil e Militar, com foco no braço financeiro da facção Comando Vermelho. Além do Rio de Janeiro, a manifestação cumpriu mandatos de busca, apreensão e prisão em outros cinco estados do país.

Pelo menos 17 pessoas foram presas durante a operação. Entre elas está Raquel Neves dos Santos Mendonça , esposa de Antônio Ilário Ferreira, conhecida como Rabicó, que também é alvo da ação, mas não foi localizada até o momento.

As diligências ocorreram não só na capital fluminense, mas também em cidades como São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, todas no Rio de Janeiro. Outros mandatos foram cumpridos em municípios dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) , que durou um ano e quatro meses, desenvolveu uma estrutura criminosa desenvolvida dedicada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, especialmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. O esquema teria movimentado mais de R$ 453 milhões.

Durante a apuração, diálogos entre Rabicó e o principal operador financeiro da facção foram interceptados. Segundo o investigador, esse operador era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e uso de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos.

Empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas eram utilizadas para transferir milhões de reais diretamente para contas de criminosos e de empresas controladas pela facção.

Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF) , análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscais, telefônicos e telemáticos, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação.

A operação contou com a participação de equipes da DRE, Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI), Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica (DGPTC), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e outras unidades operacionais da Polícia Militar.