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Operação Tatuí: caipirinha a R$ 1.800 resulta em prisão por extorsão em área do show de Shakira
Ação da Seop apreende garrafas de vidro, desmonta estruturas irregulares e desmobiliza acampamentos na faixa de areia de Copacabana, em preparação para o evento “Todo Mundo no Rio”.
Uma tentativa de extorsão durante a venda de uma caipirinha por R$ 1.800 levou à prisão de um homem na madrugada desta sexta-feira (14), na segunda noite da Operação Tatuí, promovida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) nas areias de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação ocorreu próximo ao palco do show da cantora Shakira, na altura da Rua Rodolfo Dantas, como parte dos preparativos para o evento “Todo Mundo no Rio”.
De acordo com a Seop, agentes identificaram um princípio de confusão próximo ao espelho d’água e flagraram um homem sendo coagido por um grupo. Parte dos suspeitos conseguiu fugir, mas Ernã Brandão Alves foi detido e encaminhado à 12ª DP (Copacabana). A vítima, com dificuldade de comunicação, relatou que o grupo tentava cobrar o valor exorbitante pela bebida e para permitir que ele saísse do local.
Durante a operação, foram apreendidas 12 garrafas de bebidas destiladas, carrinhos e outras estruturas montadas de forma irregular na areia. Dois acampamentos também foram desmobilizados.
A Operação Tatuí tem como objetivo localizar e retirar materiais enterrados ou posicionados estrategicamente na faixa de areia — prática comum entre vendedores ambulantes. A iniciativa busca reforçar o ordenamento da orla, melhorar as condições de limpeza e reduzir riscos de acidentes, especialmente com recipientes de vidro.
Cerca de 40 agentes participaram da ação, que contou com apoio da Guarda Municipal e da Comlurb. Um drone foi utilizado para monitoramento durante a madrugada.
A fiscalização segue as regras do Decreto nº 56.160, de maio de 2025, que estabelece novas normas para o uso da orla carioca. Entre as medidas estão a proibição de garrafas de vidro e cercadinhos, a regulamentação de música — com limites de volume e horário — e a padronização de barracas, com identificação por nomes e números, visando tornar o espaço mais organizado e acessível.
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