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Professor da UFRJ desaparece a caminho de casa e família faz apelo por informações

Parentes pedem que, caso alguém tenha informações sobre seu paradeiro, entre em contato pelo número (21) 98782-8389

Agência O Globo - 01/05/2026
Professor da UFRJ desaparece a caminho de casa e família faz apelo por informações
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

João Paulo Machado Torres , professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está desaparecido desde a tarde de quinta-feira, após deixar o campus do Fundão rumo à sua residência no bairro Encantado, Zona Norte do Rio. O último contato com a família ocorreu por volta das 12h30. Familiares solicitam que qualquer informação sobre seu paradeiro seja comunicada pelo telefone (21) 98782-8389 .

O número pertence ao filho único de João, Marcos Torres , de 28 anos, jornalista, com quem o professor manteve contato na quinta-feira para perguntar sobre os planos do filho para assistir ao jogo do Fluminense.

Segundo Marcos, o pai costuma pegar um ônibus do Fundão até a estação do metrô Cidade Nova, de onde segue até a Central ou Maracanã, e então embarcar em um trem até próximo de sua casa.

— O último contato comigo foi às 12h30, quando ele perguntou onde eu veria o jogo do Fluminense. Respondi que assistiria com amigos, e ele disse que veria de casa. Depois, soube que outras pessoas o viram chegando ao metrô Cidade Nova por volta das 13h30. Desde então, não há mais notícias. O celular parou de receber mensagens ou descarregou. Essa incerteza causa muita angústia — relata Marcos.

O filho informa ainda que o último sinal do celular foi registrado por volta das 14h, na Central do Brasil. Não está claro se o aparelho foi com João ou foi roubado ou furtado. Todas as informações foram comunicadas à Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), na Cidade da Polícia, em Benfica, Zona Norte. A unidade já produziu um cartaz de desaparecimento.

João Paulo Machado Torres é professor de biofísica na UFRJ desde 2000 e reside no bairro Encantado com a esposa.

— Meu pai nunca apresentou quadros de surto, mas soube que, recentemente, ele enfrentou problemas emocionais e estava um pouco depressivo. Espero que ele tenha tido algum tipo de surto e esteja acolhido em algum lugar. Uma tia está procurando por ele em hospitais — conta Marcos.