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Policiais presos em flagrante por morte de empresário têm carteiras funcionais apreendidas

Fuzis usados no crime foram apreendidos pela Delegacia de Homicídios da Capital

Agência O Globo - 24/04/2026
Policiais presos em flagrante por morte de empresário têm carteiras funcionais apreendidas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira, que agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apreenderam dois fuzis usados ​​por um sargento e um cabo da Polícia Militar nos disparos que mataram o empresário Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos. Ele foi baleado durante uma abordagem dos PMs, na madrugada de quarta-feira, enquanto dirigia uma picape na Rua Doutor José Thomas, próximo ao acesso ao Conjunto Tom Jobim, na região do Complexo da Pedreira, Zona Norte do Rio.

Carteiras funcionais recolhidas

A Polícia Militar informou ter coletado carteiras funcionais de dois militares envolvidos. Ambos foram presos em flagrante pela corregedoria da corporação por homicídio doloso (quando há intenção de matar), crime previsto na Justiça Militar.

A tipificação está prevista no artigo 205 do Código Penal Militar. A decisão de autuar as duas praças em flagrante foi tomada após a corregedoria analisar imagens das câmeras corporais dos PMs e de uma câmera instalada na viatura usada pela equipe. As gravações foram registradas que o caso não ocorreu da maneira relatada pelo cabo e pelo sargento no boletim de ocorrência.

Contradição nos relatos

No documento, os policiais afirmaram que o condutor da picape não obedeceu à ordem de parada e teria atualizado o veículo em direção aos agentes, representando “risco iminente à integridade física da equipe”. Ainda segundo o boletim, diante da situação, foram efetuados disparos de fuzil calibre 7,62: um dos policiais realizou 13 tiros e o outro, 11.

De acordo com a Polícia Militar, as imagens das câmeras corporais e da viatura já foram encaminhadas ao Ministério Público do Rio de Janeiro. O Inquérito Policial Militar (IPM) tramita de forma independente do procedimento instaurado pela DHC.

Vítima era empresário e pai de família

Daniel era empresário do ramo de telecomunicações e morava próximo ao local onde foi baleado, também na Pavuna. No momento da abordagem, outras três pessoas não estavam em veículo, mas apenas Daniel foi atingido. Ele e os amigos voltaram de um pagode quando ocorreram uma ação policial seguida dos disparos.

Proprietário de uma loja de produtos eletrônicos na região, Daniel deixou esposa e um filho de 4 anos.