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Estupro em Copacabana: o que já se sabe e quais são os próximos passos das investigações
Polícia apura se acusados participaram de outros dois estupros; ação penal já tramita na Justiça
Uma semana após a repercussão do caso de estupro coletivo contra um adolescente de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio, os cinco acusados pelo crime permanecem presos. A Polícia Civil considera encerrada a investigação principal, mas instaurou outros dois inquéritos para apurar se o grupo cometeu outros crimes nos últimos anos. Na Justiça, a ação penal contra os suspeitos já começou a tramitar. Todos alegam inocência.
Estupro coletivo em Copacabana:
Sessenta minutos de violência:
Veja os passos
Dois dos quatro homens presos por suspeitas de envolvimento tiveram as prisões mantidas nesta sexta-feira, durante audiência de custódia na Central de Custódia de Benfica, na Zona Norte. Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, apresentaram-se apresentados à polícia na quarta-feira, após terem as prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Outros dois acusados maiores de idade, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, também já passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas.
Neste sábado, o menor apontado pela polícia como “mentor” do crime será submetido a uma audiência específica para adolescentes apreendidos. Ele foi detido na sexta-feira, após decisão judicial que determinou seu encaminhamento ao sistema socioeducativo. O jovem passou a noite na unidade Gelso de Carvalho Amaral, onde aguardará audiência na Vara da Infância e Juventude para definição sobre eventual internacionalização definitiva.
Outros investigados
Nesta segunda-feira, a mãe de outra jovem chegou à 12ª DP (Copacabana) para registrar um caso ocorrido em 2023. Segundo o relato, a filha tinha 14 anos quando foi abusada sexualmente por um grupo de adolescentes, que também agrediram física e verbalmente.
A segunda vítima que a polícia relatou sofreu abuso em agosto de 2023, também aos 14 anos. Em depoimento, a mãe afirmou que o crime foi invasão de três homens, dois deles já identificados no caso de Copacabana: o menor de idade e Mattheus Martins, de 19 anos. Conforme o relato, a menina foi atraída para uma emboscada semelhante à da outra vítima, sendo convidada para a casa do menor, onde estavam três pessoas.
— A vítima relata o mesmo modus operandi . Ela já tinha ficado com o menor, confiou nele, e foi atraída ao imóvel, pertencente a Mattheus — detalhou o delegado Angelo Lages, responsável pelo caso.
Em depoimento, o jovem contornou que foi para o quarto com o menor, enquanto os outros dois homens permaneceram na sala. Durante o beijo, os demais batiam na porta. Segundo a polícia, o menor perguntou se os amigos poderiam entrar e alegou que um deles pagaria o transporte de volta, numa tentativa de coagi-la a abrir a porta. Depois disso, o menor teria retirado as roupas da vítima "contra sua vontade" e iniciado o abuso.
O depoimento afirma que os outros homens abaixaram as calças, e Matheus teria dado um tapa no rosto da vítima, ordenando que ela fizesse sexo oral. Ela relatou ainda que membros do grupo bateram em seu rosto e deram socos em suas costelas durante o estupro, que durou cerca de 1h30.
A jovem afirmou que chorou durante todo o episódio, enquanto os três "riam do que fizeram".
A terceira jovem que fugiu à polícia foi ouvida nesta terça-feira. Ela acusou Vitor Hugo Oliveira Simonin de tê-la abusado sexualmente durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II, em um salão de festas no Humaitá, em outubro de 2025. O caso também está sob investigação da Polícia Civil.
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