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Estupro coletivo na Baixada Fluminense: polícia procura cinco suspeitos, incluindo um adolescente
Jovem é alvo de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Outros quatro suspeitos estão foragidos.
Dois casos de estupro coletivo ocorridos em um intervalo de três dias em diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro estão sendo investigados pela polícia. O primeiro crime foi praticado contra uma estudante de 17 anos, abusada por quatro homens e um adolescente, também de 17, no dia 31 de janeiro, em Copacabana, Zona Sul do Rio. O segundo caso aconteceu em 2 de fevereiro, em uma comunidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Na ocasião, uma menina de 13 anos foi confundida com a namorada de um traficante de facção rival, capturada por homens armados, baleada de raspão na cabeça e violentada por um grupo de sete pessoas.
Na Zona Sul:
Estupro em Copacabana:
O crime ocorreu na comunidade Trio de Ouro. Sete suspeitos foram identificados pela Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, incluindo um adolescente e uma mulher que teria auxiliado na imobilização da vítima. Todos os adultos tiveram as prisões decretadas pela Justiça, enquanto para o menor foi expedido mandado de busca e apreensão. Segundo a polícia, um dos suspeitos foi morto por criminosos da própria comunidade e outro foi espancado, sendo preso ao procurar atendimento em um hospital do município.
De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça, as prisões dos maiores foram decretadas em 10 de fevereiro de 2026. Estão foragidos e sendo procurados pela polícia: Samir Luan Evangelista dos Santos, Matheus Eduardo da Silva Fernandes, Kalayne Aparecida Nascimento Teixeira e Fábio Rayan Santos de Jesus.
Traumas do estupro:
Entre os sete suspeitos, um foi morto por criminosos e outro preso após ser espancado. O detido já possuía antecedentes por estupro e tráfico de drogas.
Estupro coletivo em Copacabana:
Mais de um mês após o crime, os quatro homens indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, permanecem presos preventivamente. O episódio brutal ocorreu ao longo de uma hora dentro de um apartamento na Zona Sul, onde a vítima foi submetida a violência sexual, agressões físicas e coação.
Em meio à forte repercussão do caso, os quatro suspeitos se entregaram entre terça e quarta-feira — dois deles fora da área da 12ª DP (Copacabana), onde o inquérito é conduzido, para evitar serem fotografados.
Pelos crimes de estupro coletivo qualificado — por envolver vítima menor de idade e concurso de pessoas — e cárcere privado, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19, podem ser condenados a até 18 anos de prisão.
O quinto envolvido, ex-namorado adolescente e apontado como articulador do encontro, ainda não foi internado, pois o Ministério Público do Rio (MPRJ) não solicitou a medida provisória à Vara da Infância e Juventude da Capital. Segundo o MPRJ, foi apresentada representação para que ele responda por ato infracional análogo ao crime investigado.
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