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Polícia prende chefe da facção 'Povo de Israel' durante churrasco; grupo é suspeito de golpes milionários de falso sequestro

Márcio Cea de Paiva, conhecido como “Kinca”, foi detido enquanto confraternizava com amigos em São João de Meriti

Agência O Globo - 04/03/2026
Polícia prende chefe da facção 'Povo de Israel' durante churrasco; grupo é suspeito de golpes milionários de falso sequestro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira, Márcio Cea de Paiva, conhecido como “Kinca”, de 45 anos, apontou como um dos principais líderes da facção criminosa Povo de Israel. Ele foi detido enquanto participava de um churrasco com amigos, em São João de Meriti, após ser monitorado por agentes da 38ª DP. Contra Kinca, havia dois mandados de prisão em aberto por roubo.

Entenda o caso:

Facção com atuação dentro e fora dos presídios

De acordo com informações da investigação, Kinca é considerado o terceiro homem na posição da facção Povo de Israel, organização que surgiu dentro do sistema penitenciário do Rio de Janeiro e é formada majoritariamente por detentos que coordenam atividades criminosas.

O grupo se especializou em golpes e extorsões realizados dentro dos presídios, principalmente por meio de ligações telefônicas fraudulentas, como o golpe do falso sequestro, movimentando milhões de reais.

Prisão em flagrante e apreensões

No momento da abordagem ao churrasco, a polícia acordou outro homem com mandato de prisão pendente e cinco pessoas em posse de celulares comprados. Todos foram encaminhados para a delegacia. Ao todo, sete pessoas foram presas, das quais cinco foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação.

Extenso histórico criminal

Kinca possui diversas anotações criminais, incluindo roubo de carga, recepção e estelionato. Ele também é apontado como envolvido na onda de ataques registrados em novembro de 2010, no Rio de Janeiro, quando ocorreram arrastões, veículos incendiados e ataques a forças de segurança em ocorrência à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Na ocasião, Kinca foi preso e transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.