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Quem é Vitor Hugo Simonin, terceiro preso pelo estupro coletivo de adolescente em Copacabana

Filho do ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio se entregou na manhã desta quarta-feira à 12ª DP (Copacabana).

Agência O Globo - 04/03/2026
Quem é Vitor Hugo Simonin, terceiro preso pelo estupro coletivo de adolescente em Copacabana
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Vitor Hugo Oliveira Simonin , de 18 anos, filho do ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio, foi apresentado na manhã desta quarta-feira à 12ª DP (Copacabana), na Zona Sul do Rio. Ele foi considerado foragido desde que teve prisão decretada pela Justiça, suspeito de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em 31 de janeiro.

Poucas horas antes de Vitor Hugo se entregar, seu pai, José Carlos Simonin, foi exonerado da carga. A exoneração foi publicada no Diário Oficial no início da manhã, a pedido da secretária Rosângela Gomes e encaminhada ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. Segundo a Secretaria, uma medida foi tomada para “resguardar a integridade institucional e garantir a condução responsável dos fatos noticiados”. Em nota, o órgão reforçou o compromisso com a “dignidade humana e a preservação da vida”.

Vitor Hugo ainda cursa o 9º ano do ensino fundamental, após três reprovações. A reitoria do Colégio Pedro II informou que abriu processo para o desligamento de dois estudantes citados nas investigações.

Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho já foram apresentados anteriormente. Bruno Felipe dos Santos Allegretti permanece foragido após prisão decretada. O menor envolvido no caso aguarda decisão da Vara da Infância e da Juventude quanto a possível medida socioeducativa.

O apartamento da família

De acordo com a investigação, o estupro coletivo ocorreu em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. O imóvel, aluguel por temporada, pertence à família de Vitor Hugo.

Segundo o inquérito, a vítima foi atraída ao local e, no quarto, teria sido agredida fisicamente e violentada por quatro jovens maiores de idade. O exame de corpo de delito apresentou diversas lesões, incluindo equimoses, escoriações e sangramento compatível com violência recente.

A 12ª DP indiciou Vitor Hugo, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por violação de treinamento em concurso de pessoas e cárcere privado.

Mais um caso

Além do episódio de janeiro, Vitor Hugo também é investigado por outro caso de violência sexual. Uma adolescente relatada à polícia foi abusada sexualmente por ele durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II, realizada em um salão no Humaitá, em outubro do ano passado. Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, essa acusação envolve exclusivamente Vitor Hugo.

Atualmente, a Polícia Civil apura três episódios distintos, ao menos em parte, ao mesmo grupo de jovens:

• O estupro coletivo de adolescentes de 17 anos em Copacabana;

• O relato de uma jovem que afirma ter sido abusada em 2023, quando tinha 14 anos, por três homens — entre eles Mattheus Martins e o menor investigado;

• E a denúncia envolveu Vitor Hugo durante uma festa escolar.

A polícia não descartou o surgimento de novas vítimas. Segundo o delegado, há relatos em redes sociais que provocaram a possibilidade de outros casos relacionados ao grupo.