RJ em Foco
Quadrilha que explodiu caixas eletrônicos é suspeita de invadir residências de luxo na Zona Sul
Crimes aconteceram em Ipanema, Leblon e Copacabana
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) identificou uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV), especializada em explosões de caixas eletrônicos e invasões a residências de luxo, como responsável por pelo menos três invasões a apartamentos na Zona Sul do Rio, incluindo o bairro de Ipanema. Os crimes ocorreram entre o final de 2024 e os primeiros meses de 2025. Até o momento, a Polícia Civil identificou 21 suspeitos de integrar o grupo. Nesta quarta-feira, sete pessoas foram presas e outras nove são procuradas, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão pela Justiça.
Bando movimentou R$ 30 milhões
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões vinculados à quadrilha. Segundo o delegado Jefferson Ferreira, titular da Draco, o grupo agia de forma organizada, realizando levantamentos prévios nos locais dos crimes.
— Eles faziam uma espécie de levantamento nos locais onde os roubos iriam ocorrer, verificando a existência de câmeras de vigilância e buscando informações privilegiadas. Era uma quadrilha que atuava de forma organizada — explicou o delegado.
Entre os 21 identificados, dois são apontados como líderes: Eduardo Lima Franco, o Dudu, que está foragido com prisão decretada, e Augusto Leopoldo Vargas, preso em Joinville (SC).
Na Zona Sul, a quadrilha foi responsável por roubos a apartamentos de luxo no Leblon, Copacabana e Ipanema. Neste último bairro, dois criminosos foram flagrados por câmeras de segurança levando um cofre em uma ação que durou cerca de cinco minutos. A polícia não informou o valor levado.
A Draco também apura a participação do grupo em explosões de caixas eletrônicos nos bairros de Madureira e Engenho da Rainha. Após os crimes, os suspeitos fugiam para o Complexo do Alemão, em Bonsucesso, e para o Morro do Dezoito, em Quintino. Segundo as investigações, o Comando Vermelho fornecia carros, armas e ferramentas usadas nas ações.
O grupo criminoso possuía divisão clara de funções: núcleo de liderança, braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência para levantamento prévio de alvos e setor logístico-financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores ilícitos, por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Há ainda um núcleo de investigação.
— O núcleo de liderança, comandado por um indivíduo de Santa Catarina preso na operação de hoje, escolhia o melhor momento para agir. Foram confirmados pelo menos quatro roubos a residências de luxo e três explosões de caixas eletrônicos — detalhou o delegado Jefferson Ferreira.
Mais lidas
-
1FENÔMENO NAS REDES
Procuradas 'vivas e fofas': zoológicos russos enfrentam filas para adquirir capivaras em meio à popularidade
-
2TRAGÉDIA
Vídeos de detetive flagrando traição foram o estopim para secretário matar os próprios filhos em Itumbiara
-
3TECNOLOGIA AERONÁUTICA
Empresa russa Rostec apresenta novo motor a pistão para aviação leve
-
4JUSTIÇA
Juíza natural de Palmeira dos Índios é convocada para atuar por seis meses no STJ em Brasília
-
5FUTEBOL EUROPEU
Benfica afirma que Prestianni é alvo de "campanha de difamação" após acusação de racismo feita por Vini Jr.