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Polícia desarticula quadrilha ligada ao Comando Vermelho envolvida em explosões de caixas eletrônicos e roubos em mansões
Grupo, com ramificações em Santa Catarina, movimentou R$ 30 milhões em cinco anos; parte do dinheiro era lavado em joalheria de Niterói
Uma operação policial deflagrada nesta quarta-feira mira uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV), especializada em explodir caixas eletrônicos e assaltar residências de alto padrão. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumprem 16 mandados de prisão e 53 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Também foi solicitado o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões pertencentes ao grupo. Até o momento, cinco pessoas já foram presas.
Estrutura da quadrilha
Segundo as investigações, o esquema criminoso possui divisão clara de funções: núcleo de liderança, braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos e setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação de valores ilícitos, utilizando um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
Atuação interestadual e apoio logístico
Os investigadores da Draco apuraram que, nas ações contra caixas eletrônicos, criminosos de Santa Catarina se deslocavam para o Rio de Janeiro, onde recebiam apoio logístico do Comando Vermelho. A facção fornecia veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas para as explosões, além de locais para abrigo e esconderijo antes e após os crimes.
Lavagem milionária e ligação com o tráfico
O grupo movimentou aproximadamente R$ 30 milhões em cinco anos, utilizando contas de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a origem ilícita dos recursos. Parte da lavagem de dinheiro era realizada em uma joalheria de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, que também é investigada por ocultar valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro. Segundo a polícia, isso reforça a relação do bando com o tráfico.
Bloqueio de bens e descapitalização
Além do bloqueio de valores, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo ligados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper o fluxo financeiro do grupo. A operação atinge, simultaneamente, os núcleos operacional e financeiro da quadrilha.
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