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Quadrilha ligada ao CV, especializada em explosão de caixas eletrônicos e roubos em mansões, é alvo da polícia

Bando com atuação em Santa Catarina movimentou R$ 30 milhões em cinco anos; parte da lavagem de dinheiro ocorria em joalheria de Niterói

Agência O Globo - 25/02/2026
Quadrilha ligada ao CV, especializada em explosão de caixas eletrônicos e roubos em mansões, é alvo da polícia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV), especializada em explodir caixas eletrônicos e roubar residências de alto padrão, foi alvo de uma operação policial nesta quarta-feira. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumprem 16 mandados de prisão e 53 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Também foi solicitado o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões vinculados ao grupo. Cinco pessoas já foram presas.

De acordo com as investigações, a quadrilha possui uma divisão clara de funções. O grupo se organiza em núcleos: liderança, técnico-operacional (especializado no uso de maçarico industrial), inteligência (responsável pelo levantamento prévio de alvos) e logístico-financeiro (encarregado da movimentação e ocultação dos valores ilícitos, por meio de um sofisticado esquema de lavagem de capitais).

Os investigadores da Draco apuraram que, nas ações contra caixas eletrônicos, criminosos de Santa Catarina vinham ao Rio de Janeiro, onde recebiam apoio logístico do CV. A facção fornecia veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas para as explosões, além de locais de abrigo antes e após os crimes.

A polícia identificou que a quadrilha movimentou cerca de R$ 30 milhões em cinco anos, utilizando contas de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a origem ilícita do dinheiro. Parte da lavagem era realizada em uma joalheria localizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A loja também é investigada por ocultar valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro, o que, segundo a polícia, reforça a ligação do bando com o tráfico.

Além do bloqueio de valores, foi solicitada a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo ligados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro. A operação atinge, de forma simultânea, os núcleos operacional e financeiro do grupo criminoso.