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Mudanças no primeiro escalão do Governo do Rio começam; 14 secretários devem deixar cargos para disputar eleições
Saídas atendem ao prazo de desincompatibilização e incluem nomes das áreas de segurança, habitação, turismo e trabalho; Cláudio Castro também se prepara para concorrer ao Senado
As primeiras mudanças no alto escalão do Governo do Rio de Janeiro já começaram a ocorrer em função das eleições de 2026. Pelo menos 14 secretários devem deixar seus cargos até 3 de abril, prazo de desincompatibilização estabelecido pela legislação eleitoral para quem deseja disputar o pleito de outubro. A movimentação foi articulada nos bastidores pelo governador Cláudio Castro, que também planeja se afastar do cargo para concorrer a uma vaga no Senado pelo PL. As saídas em bloco afetam áreas estratégicas da administração estadual e abrem caminho para uma ampla reforma no primeiro escalão.
Entre os nomes confirmados ou cogitados para a disputa está André Moura, secretário de Governo, que deve concorrer ao Senado por Sergipe. No Rio, Bernardo Rossi, secretário de Meio Ambiente, deve disputar uma vaga de deputado federal. Já Bruno Dauaire, da Habitação, pretende buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
No setor de segurança, Marcelo Menezes, secretário da Polícia Militar, e Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, são apontados como pré-candidatos a deputado estadual. Também devem disputar vagas na Alerj o secretário de Trabalho, Luis Martins; o secretário de Turismo, Gustavo Tutuca; e o secretário de Ciência e Tecnologia, Anderson Moraes.
Gutemberg Fonseca, que lidera a Defesa do Consumidor, deve concorrer a deputado federal. Roberta Barreto, que deixou recentemente a Secretaria de Educação, é cotada para disputar uma vaga de deputada estadual.
No campo das articulações majoritárias, o secretário das Cidades, Douglas Ruas, é apontado como pré-candidato ao governo do estado, dependendo do arranjo entre PP, PL e União Brasil. Pela composição, os nomes mais citados para a vaga de vice são Rogério Lisboa e Wladimir Garotinho, ambos do PP.
Pelo União Brasil, Márcio Canella é mencionado como possível candidato ao Senado, podendo compor chapa com Cláudio Castro.
Fora do Executivo estadual, a deputada federal Rosangela Gomes deve tentar a reeleição.
Outra mudança prevista envolve Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil, que deixará o governo quando Castro se afastar oficialmente para disputar o Senado, consolidando a reconfiguração política do núcleo central da gestão estadual.
Segundo interlocutores, Miccione já teria afirmado que, se não concorrer ao mandato-tampão, irá se afastar das atividades de secretário.
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