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STF retoma julgamento do Caso Marielle com voto de Moraes: expectativas para o segundo dia
Nesta quarta-feira, o relator Alexandre de Moraes apresenta seu voto, seguido dos outros três ministros da Primeira Turma do STF.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira, a partir das 9h, o julgamento dos cinco acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No segundo dia da sessão, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, apresentará seu voto, seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside a turma. Após a votação, caberá a Dino proclamar o resultado e, em seguida, será definido o tempo de pena a ser fixado para cada réu.
Quem são os réus?
Os cinco réus são: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e ex-chefe da corporação; Ronald Paulo Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar fluminense; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor parlamentar conhecido como Peixe.
Primeiro dia de julgamento
Na terça-feira, o primeiro dia de julgamento concentrou-se em dois pontos principais: a validação da delação de Ronnie Lessa, assassino confesso, e do depoimento do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica; e a análise do impacto da atuação política de Marielle Franco nos interesses da milícia no Rio de Janeiro. Ao longo de oito horas e meia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e as defesas dos acusados apresentaram seus argumentos.
Clima no plenário: emoção e tensão
No plenário da Primeira Turma, familiares de Marielle e dos acusados dividiram espaço. De um lado, Manoel Brazão (União), deputado estadual do Rio e irmão de Domingos Brazão, acompanhou a sessão. Do outro, estavam Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, os pais da vereadora, Antonio Francisco da Silva Neto e Marinete da Silva, e a sobrinha Luyara Franco. Também estiveram presentes Monica Benício, viúva de Marielle, Ágatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes, e Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle e sobrevivente do atentado.
O crime
Na noite de 14 de março de 2018, por volta das 21h30, o carro em que Marielle Franco estava foi alvejado na região central do Rio de Janeiro. Após participar de um debate na Casa das Pretas, ela seguia para casa, na Tijuca, acompanhada da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu, e do motorista Anderson Gomes, que também foi morto no local. O veículo foi atingido por disparos de uma submetralhadora HK MP5. Marielle foi atingida por quatro tiros e Anderson, por três. O crime gerou comoção internacional e transformou o caso em símbolo da luta contra a violência política.
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