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Dom Orani reforça esperança e perseverança na celebração de São Sebastião, mesmo sob chuva no Rio

Arcebispo destaca São Sebastião como símbolo de resistência diante das adversidades e inspira cariocas a manterem a esperança

Agência O Globo - 20/01/2026
Dom Orani reforça esperança e perseverança na celebração de São Sebastião, mesmo sob chuva no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Nem mesmo a chuva constante desde as primeiras horas da manhã foi capaz de enfraquecer a fé dos fiéis na Tijuca. Durante a Missa Solene em homenagem a São Sebastião, o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ressaltou a força da devoção popular e transmitiu uma mensagem de esperança aos cariocas: resistir, recomeçar e não desanimar diante das "flechadas da vida".

Apoteose à beira-mar:

Após a celebração, Dom Orani conversou com a imprensa e destacou o significado especial da missa realizada apesar da chuva intensa, diante de uma igreja repleta de fiéis.

— A Santa Missa aqui na Igreja dos Capuchinhos foi celebrada com a graça de Deus. Mesmo com as chuvas, os fiéis devotos de São Sebastião compareceram para homenagear sua vida e sua história litúrgica — afirmou Dom Orani.

Ao abordar o sentido espiritual da data, o arcebispo ressaltou São Sebastião como exemplo de perseverança diante das adversidades, traçando um paralelo direto com a realidade da cidade.

— São Sebastião é um grande exemplo de cristão que não desanimou diante das perseguições. E também para que os cariocas, que desde o século XVI cultivam essa devoção, possam nunca desanimar com as flechadas da cidade, da pessoa, da família. Sempre, como São Sebastião, renovando a esperança.

Segundo Dom Orani, a celebração ultrapassa o âmbito religioso e traz um chamado concreto à transformação.

— Desejamos que a celebração de São Sebastião possa renovar no coração dos cariocas a esperança, a confiança e a luta por um mundo mais justo, mais humano e mais fraterno.

O arcebispo também convidou os fiéis a participarem da programação da tarde, que inclui a tradicional procissão arquidiocesana.

— Se possível, caminhem conosco nessa procissão a partir das quatro da tarde. Às 15 horas teremos o Terço da Misericórdia aqui em frente, nos Capuchinhos, além das missas e procissões que acontecem pela diocese. Às 16 horas, a procissão segue para a Catedral.

Sobre o Auto de São Sebastião, Dom Orani explicou que, devido à chuva, ainda estava sendo avaliada a realização do espetáculo.

— O Auto de São Sebastião estamos avaliando, devido à chuva, se será realizado fora ou dentro da Catedral. Vai haver o Auto de São Sebastião e a Missa Solene de encerramento, recebendo todos na Catedral Metropolitana.

Ao comentar a importância histórica do Santuário dos Capuchinhos para o Rio de Janeiro, Dom Orani relembrou a profunda ligação do local com a fundação da cidade e com a devoção ao padroeiro.

— Quando foi construído o Morro do Castelo, a Catedral do Rio de Janeiro estava lá e eram os capuchinhos os responsáveis. Eles desceram do morro trazendo a imagem histórica, que agora está restaurada, junto ao marco português da cidade e ao túmulo de Estácio de Sá — contou o cardeal.

Segundo ele, a igreja da Tijuca guarda não apenas símbolos religiosos, mas também a memória da cidade.

Questionado sobre a principal característica de São Sebastião que os cariocas podem levar para a vida, Dom Orani resumiu a mensagem central do padroeiro:

— Nunca desanimar com as flechadas da vida. Levantar sempre, começar sempre de novo, renovar.