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Suspeito de matar padrasto em Niterói já havia sido preso por homicídio no Rio

Principal suspeito é Oldenir de Almeida Filho, 24 anos, denunciado por atropelar e matar entregador dos Correios e preso no DF após ferir dois policiais

Agência O Globo - 19/01/2026
Suspeito de matar padrasto em Niterói já havia sido preso por homicídio no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Rudson Fernando da Silva Barreto, ocorrida no último domingo, no bairro de Camboinhas, em Niterói. O principal suspeito é o enteado da vítima, Oldenir de Almeida Filho, de 24 anos, que teria atirado no padrasto. Segundo informações do Bom Dia Rio, da TV Globo, Oldenir já havia sido preso anteriormente no Distrito Federal, em 2024, após atropelar dois policiais enquanto estava foragido da Justiça do Rio por homicídio contra um entregador dos Correios. No momento do crime, ele cumpria prisão domiciliar.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma discussão familiar. Durante a ação, a irmã de Oldenir, de 15 anos, também foi atingida por um disparo no pé e precisou ser transferida para o Hospital Estadual Azevedo Lima. Após o ocorrido, Oldenir fugiu do local em um carro.

Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia foi realizada no local do crime e que outras diligências estão em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

Histórico criminal do suspeito

Oldenir de Almeida Filho já havia sido denunciado por causar a morte de um entregador dos Correios em um atropelamento ocorrido em 27 de dezembro de 2022, no município de Mendes, interior do Rio. Segundo a denúncia, ele dirigia uma picape Toro branca quando colidiu na traseira da motocicleta conduzida pelo carteiro, que estava em serviço. A vítima, de 56 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Testemunhas relataram que o veículo de Oldenir trafegava em alta velocidade e não reduziu ao passar por um redutor de velocidade, atingindo violentamente a motocicleta. O impacto foi tão intenso que o corpo do carteiro foi arremessado em direção a uma borracharia, atingiu uma árvore e caiu ao chão. Pessoas que presenciaram o acidente tentaram sinalizar para que o motorista parasse, mas ele fugiu sem prestar socorro.

O laudo de necropsia confirmou que a morte do carteiro foi causada por politraumatismo visceral, compatível com atropelamento.

Segundo depoimentos do processo, um colega de trabalho da vítima presenciou o acidente e passou a seguir o veículo envolvido. Ele conseguiu alcançar o carro no centro de Mendes e tentou alertar o motorista, que se recusou a parar. A perseguição continuou até um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), onde policiais militares já aguardavam o suspeito após terem sido informados sobre o atropelamento e a fuga.

Durante a abordagem, os policiais constataram danos na parte frontal do veículo, compatíveis com a colisão. Oldenir estava acompanhado de uma adolescente no banco do carona. Inicialmente, ele negou envolvimento no acidente, mas depois admitiu ter "esbarrado" em um motociclista. Na revista ao carro, foram encontrados um cigarro de maconha, um tablete da substância e um triturador de erva seca.

Oldenir respondeu pelos crimes de homicídio, omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas. O processo também aponta que ele possuía drogas para consumo pessoal.