RJ em Foco
Prefeitura do Rio inaugura nova sede da Civitas no Centro de Operações e triplica capacidade de monitoramento da cidade
O número de agentes e especialistas que analisam os dados saltou de 38 para 110
A Civitas Rio – Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública – inaugurou, nesta terça-feira, a sua nova sede, no Centro de Operações Rio, onde a iniciativa já era instalada, mas que agora passa para uma sala maior. De acordo com a prefeitura, a estrutura triplica a capacidade de vigilância da cidade e de desenvolvimento de soluções próprias voltadas ao apoio às investigações. O número de agentes e especialistas que analisam os dados saltou de 38 para 110. Os novos equipamentos ocupam praticamente um andar inteiro do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).
Estrutura e profissionais
Desde o início da central, em junho de 2024, a Civitas Rio contava com cerca de 30 agentes operacionais para análise de imagens. A partir desta terça, são 92 pessoas dedicadas exclusivamente à operação.
Grande parte da equipe é formada por guardas municipais readaptados, com conhecimento do território, da dinâmica urbana e da segurança pública da cidade. Somados a esses profissionais estão físicos, matemáticos, cientistas de dados, analistas, desenvolvedores e programadores, que trabalham no Laboratório de Tecnologia e Dados, núcleo responsável pelo desenvolvimento de estudos, soluções tecnológicas e novas funcionalidades da CIVITAS Rio, com atuação baseada em dados.
O laboratório mais que dobrou o número de profissionais: passando de oito para 18. O time atua no aprimoramento e na criação de novas funcionalidades do sistema interno, modelos analíticos, estudos de padrões criminais e soluções inovadoras que apoiam diretamente as polícias e o sistema de Justiça.
– O que fazemos é um conjunto de iniciativas que busca auxiliar o Governo do Estado, quem tem a responsabilidade de fazer a segurança pública. O município pode ajudar quando estabelece políticas de ordem pública, quando combate construções irregulares e com a Guarda Municipal. Vamos avançar com a Força Municipal. E podemos ajudar com a implantação da Civitas. Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável que não tenhamos a tecnologia para ajudar na segurança pública. Esse é um espaço de auxílio para as polícias Civil e Militar e para o sistema de Justiça. O grande ativo disso aqui é fazer com que o processo de apuração e investigação de crimes possa ter solução no Rio de Janeiro — afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Maior investimento
O orçamento da Central de Inteligência subiu de R$ 16 milhões para R$ 180 milhões por ano, informa a prefeitura.
– A Civitas já tem um ano e meio de atuação. Ela surgiu num formato de piloto e, hoje, chega a um investimento de R$ 180 milhões por ano por parte da Prefeitura. O COR, nos últimos 15 anos, foi a maior referência no Brasil em monitoramento de cidades. A Civitas foi feita para que, nos próximos 15 anos, seja a maior referência do Brasil em vigilância de cidades – disse o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere.
Quando foi criada, a Civitas Rio usava os equipamentos já existentes da cidade: 5.300 câmeras. Atualmente, conta com mais de 10 mil equipamentos de monitoramento, entre câmeras, supercâmeras inteligentes e radares. Somente no último ano, foram instaladas 3 mil supercâmeras inteligentes, voltadas à vigilância urbana e ao apoio às investigações. Até o fim de 2026, a central deve alcançar um total de seis mil supercâmeras próprias em operação, calcula a prefeitura, ampliando significativamente a capacidade de leitura de cenas, buscas investigativas criminais, identificação de padrões e geração de alertas em tempo real.
A Civitas Rio apoiou mais de 3.500 casos, entre inquéritos, investigações e operações, sempre mediante solicitação oficial das forças de segurança e do sistema de Justiça. O apoio envolve análise técnica de dados, reconstrução de histórico de circulação, monitoramento em tempo real de suspeitos, conexões entre crimes aparentemente distintos, identificação de placas suspeitas mesmo com pouca ou nenhuma informação, verificação da presença de outros envolvidos, desmantelamento de quadrilhas, identificação de padrões criminais e produção de inteligência estratégica, contribuindo para a elucidação de crimes e a qualificação das ações. Tudo auditável e sem interferência humana na geração de relatórios, que viram provas qualificadas.
O trabalho da CIVITAS Rio é estruturado a partir de dados. O Datalake Municipal é utilizado de diversas formas pela central e reúne, de maneira organizada e inteligente, os dados produzidos, diariamente, pela Prefeitura do Rio. Somado a ele, a CIVITAS Rio cruza informações de fontes como a Central 1746, o Disque Denúncia, o Onde Tem Tiroteio, redes sociais abertas, entre outras, permitindo análises mais qualificadas e respostas mais rápidas às demandas das forças de segurança.
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