RJ em Foco
TJRJ realiza capacitação na Cidade do Samba contra violência de gênero no Carnaval 2026
Ação inédita do Tribunal de Justiça integra a campanha “Carnaval Legal é com Respeito” e orienta profissionais sobre prevenção, identificação de casos e encaminhamento de vítimas
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) promoverá, na próxima quinta-feira, às 16h, uma capacitação inédita na Cidade do Samba. O evento é direcionado aos integrantes das escolas de samba do Grupo Especial, equipes de segurança e camaroteiros que atuarão nos desfiles do Carnaval de 2026, na Passarela do Samba. A iniciativa, conduzida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), tem como foco a prevenção da violência de gênero e do assédio durante a folia.
O objetivo é orientar os participantes sobre como agir em situações de violência contra mulheres no Sambódromo, além de indicar os procedimentos adequados para o atendimento às vítimas. A capacitação faz parte da campanha “Carnaval Legal é com Respeito”, desenvolvida especialmente pelo TJRJ para o período carnavalesco.
A formação será ministrada pelas juízas Katerine Nygaard e Luciana Fiala, integrantes da Coem, com apoio das secretarias da Mulher do Estado e do Município do Rio de Janeiro e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O encontro acontece no auditório da Cidade do Samba, na Zona Portuária, local que reúne os barracões das escolas do Grupo Especial.
Durante a capacitação, as magistradas abordarão a importância da prevenção da violência no Carnaval, período em que os casos contra mulheres tendem a aumentar. Serão oferecidas orientações sobre identificação e resposta rápida diante de situações de violência, além de informações sobre os diferentes tipos de agressão, aspectos da Lei Maria da Penha e os locais de apoio e acolhimento às vítimas.
Apesar dos esforços de diversos órgãos públicos, a violência contra mulheres segue em crescimento. Apenas no Rio de Janeiro, em 2025, o TJRJ concedeu 32.524 medidas protetivas. No mesmo período, a Central Judiciária de Acolhimento da Mulher Vítima de Violência Doméstica (Cejuvida) realizou 12.891 atendimentos.
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