Política

Canal “Exército do Lula” chega a 10 milhões de seguidores no WhatsApp

Administrado por André Janones, canal atingiu a marca nesta sexta-feira, a dois dias do segundo turno, após semanas de crescimento acelerado e em meio a uma disputa judicial no TSE.

Redação 23/10/2026
Canal “Exército do Lula” chega a 10 milhões de seguidores no WhatsApp
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: © AP Photo / Bruna Prado

O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou 10 milhões de seguidores no WhatsApp por volta das 17h50 desta sexta-feira (23). A marca foi atingida a dois dias do segundo turno da eleição presidencial.

Criado em abril para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o canal cresceu rapidamente durante a campanha. Em 6 de outubro, uma publicação do próprio administrador registrava 55 mil seguidores; no dia 12, a base já passava de 3,3 milhões. Na quarta-feira (21), superou 7 milhões. Com os 10 milhões, tornou-se o segundo maior canal do WhatsApp no Brasil, segundo levantamento da CartaCapital.

Janones usa o canal para divulgar conteúdos de campanha e organizar as chamadas “missões”, que convidam os seguidores a compartilhar mensagens e publicações nas redes sociais. A mobilização foi apresentada por seus apoiadores como uma forma de fazer conteúdos circularem diretamente entre usuários, em meio à disputa por alcance nas plataformas digitais.

Canal esteve no centro de disputa judicial

O canal chegou a ser suspenso em 11 de outubro, por decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório da ferramenta, por considerar insuficientes as provas para justificar a suspensão integral.

Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar para impedir que a Presidência do TSE suspenda ou restrinja o canal por meio de decisões administrativas individuais, até que o caso seja analisado pela via judicial adequada. A decisão ainda será submetida ao plenário.

A atuação da Meta também entrou no debate eleitoral. Lula e integrantes de sua campanha alegaram favorecimento a Flávio Bolsonaro nas plataformas; a empresa negou as acusações e afirmou que seus sistemas não distribuem conteúdo com base em ideologia política.

O número de seguidores mostra a dimensão potencial do canal, mas não corresponde necessariamente à quantidade de pessoas que visualizam cada publicação. A informação técnica produzida para o TSE faz essa distinção entre seguidores e alcance efetivo das mensagens.

Não incluí a afirmação de que o canal chegou a ganhar quase 50 mil seguidores por hora porque não encontrei confirmação independente desse dado.