Política

TSE informa que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar

Tribunal esclarece rumores sobre proibição de canais de comunicação na eleição.

Estadao Conteudo 23/10/2026
TSE informa que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar
TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. "Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidos", declarou o Tribunal em informações divulgadas há pouco.

Na última quarta-feira, 21, circulou uma minuta de resolução que pretendia proibir propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp com mais de 200 mil membros nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores à eleição. A proposta foi apresentada pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça, mas não avançou em razão de resistências dos demais ministros, entre eles Nunes Marques, que se posicionou contra a medida.

A Corte também relatou que ministros se reuniram novamente com representantes da Meta nesta sexta-feira, 23, para discutir alegações de campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) sobre um suposto tratamento desigual aos candidatos. Participaram do encontro representantes do X, Google, TikTok e Kwai.

Conforme o TSE, o presidente da Corte, Kássio Nunes, solicitou que as plataformas intensifiquem a equipe responsável pelo monitoramento das redes sociais e atuem de maneira isonômica em relação aos dois candidatos à Presidência.

Na reunião, também estavam presentes os ministros André Mendonça, Estela Aranha, Sebastião Reis e Marco Aurélio Bellizze.

Na quinta-feira, 22, o TSE emitiu duas determinações à Meta. O ministro Nunes Marques ordenou que a empresa apresentasse um relatório sobre o canal de WhatsApp "Exército do Lula" em 24 horas, atendendo o pedido da campanha de Flávio.

Além disso, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, também deu 24 horas à Meta para explicar um possível tratamento desigual entre as campanhas, em cumprimento a uma ação movida pela coligação de Lula.

Na terça-feira, 20, representantes da Meta já haviam se reunido com Bellizze, um dos ministros encarregados de analisar ações sobre propaganda eleitoral.