Política

Richarlison mostra documentos e desafia advogado e sócio de Flávio Bosonaro sobre mansão em ilha de Angra

Atacante do Tottenham afirma que comprou o imóvel e questiona a rapidez da transferência da posse

REDAÇÃO 21/10/2026
Richarlison mostra documentos e desafia advogado e sócio de Flávio Bosonaro sobre mansão em ilha de Angra
Richarlison mostra documentos e desafia advogado e sócio de Flávio Bosonaro sobre mansão em ilha de Angra

O atacante Richarlison publicou um novo vídeo nas redes sociais para contestar a versão do advogado Willer Tomaz sobre a disputa pela mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O jogador exibiu trechos de documentos que, segundo ele, comprovam a compra do imóvel e respondeu ao desafio feito pelo advogado para que apresentasse provas da negociação.

“Tá aí a prova, seu Willer Tomaz”, disse Richarlison. No vídeo, ele afirma que a compra foi feita diante de autoridades judiciais e que, enquanto morava no local, buscava a documentação necessária junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O jogador disse que também divulgaria o número do processo para que outras pessoas pudessem acompanhar o caso.

Richarlison questionou a diferença entre o tempo que afirma ter esperado por uma resposta e a rapidez com que, segundo sua versão, a situação foi resolvida depois que Tomaz entrou no caso. “A gente esperou quase um ano e não teve resposta”, afirmou. Para o atleta, a mudança ocorreu em poucos dias. Ele disse estar indignado e declarou que continuará lutando pelo que considera ser seu direito.

O jogador também rebateu a afirmação de que teria aproveitado o período eleitoral para trazer o caso a público. Disse que enviou uma mensagem ao senador Flávio Bolsonaro no início do ano, mas não recebeu resposta. Na publicação, Richarlison ainda cobrou que Tomaz cumpra a promessa de devolver o imóvel caso fossem apresentados documentos que comprovassem a compra.

O caso envolve uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel em 2020, em sociedade com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, que foi seu empresário. Em publicações anteriores, o jogador acusou Tomaz e Flávio Bolsonaro de terem tomado a propriedade “na mão grande”, por meio de uma manobra judicial. Essas são alegações do atleta.

Tomaz, por sua vez, afirmou que a empresa ligada a Richarlison perdeu a disputa judicial em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e que o processo foi encerrado após a desistência da empresa em 2025. O advogado havia desafiado o jogador a apresentar documentos anteriores a julho de 2022 que o vinculassem ao imóvel e afirmou que, se fossem válidos, transferiria os direitos sobre a propriedade sem cobrar nada.

Flávio Bolsonaro nega ter participação na disputa. Em manifestação anterior, disse que foi incluído como testemunha em um processo e que não comprou, vendeu ou intermediou o imóvel. A assessoria do senador também classificou como infundada a tentativa de associá-lo à propriedade.