Política

Lula: 'Vamos votar fim da escala 6x1 na quarta-feira, já está conversado'

Votação ocorrerá em ato de campanha na Avenida Paulista.

Estadao Conteudo 11/10/2026
Lula: 'Vamos votar fim da escala 6x1 na quarta-feira, já está conversado'
Lula: 'Vamos votar fim da escala 6x1 na quarta-feira, já está conversado'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, afirmou que a votação para o fim da escala 6x1 deve ocorrer na próxima quarta-feira, 14.

"Isso já foi tratado com o senador Alcolumbre e a data da votação já está marcada. Portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terá coragem de votar contra ou a favor. É só isso. O PL tem que dizer se é favorável a que os trabalhadores descansem mais ou se quer que continuem trabalhando mais", disse Lula durante ato de campanha na Avenida Paulista, neste domingo.

Além da votação do fim da escala 6x1, Lula mencionou a votação da PEC da Segurança Pública, com a participação do governo federal na segurança pública.

"Para o povo, para o trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão. Porque o governo federal vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora", afirmou o presidente.

No ato, Lula estava acompanhado de diversas lideranças políticas, como Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad. Também estavam presentes o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, assim como os governadores eleitos do Ceará, Elmano de Freitas, e da Bahia, Jerônimo Monteiro.

Lula também manifestou a intenção de protocolar um pedido na Justiça para questionar "decisões tendenciosas" contra sua candidatura.

Mais cedo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal de WhatsApp "Exército do Lula".

"Nossos advogados terão que ingressar com um pedido de explicações junto ao presidente da Justiça Eleitoral, porque, há alguns dias, venho percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. E não vamos permitir que seja fechado um canal, nem que um deputado seja punido por pedir às pessoas que queiram votar nas eleições que participem de um canal", disse durante ato na Avenida Paulista.

"Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado e republicano e não permita que as eleições ocorram sem interferência da Justiça", completou.

No ato, Lula estava novamente acompanhado de lideranças como Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad. Marcaram presença também os governadores eleitos Rafael Fonteles, Elmano de Freitas e Jerônimo Monteiro.

Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que busca a reeleição na chapa de Lula, afirmou que São Paulo "deu a vida pela Constituição e ninguém vai rasgá-la", durante ato de campanha na Avenida Paulista, neste domingo.

Alckmin discursou para os manifestantes e recordou que "São Paulo não quer ditadura".

"Nosso ídolo não é o Coronel Ulstra! Nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura! São Paulo deu a vida pela Constituição! E ninguém vai rasgar a Constituição brasileira", disse.

Lula diz que aliados 'enterraram' carreiras de Ciro Nogueira e Ciro Gomes

Lula provocou, durante o ato, os adversários Ciro Nogueira (PP) e Ciro Gomes (PSDB), ao apresentar governadores aliados. Segundo o petista, as vitórias dos governadores reeleitos Rafael Fonteles (PT) do Piauí e Elmano de Freitas (PT) do Ceará "enterraram" as carreiras políticas dos dois.

Ao apresentar Fonteles, Lula comentou que o governador "enterrou a carreira política do Ciro Nogueira". O senador do PP foi derrotado na disputa pela reeleição no domingo, 4. As duas vagas pelo Piauí ficaram com Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Fonteles, por sua vez, conquistou um novo mandato no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos.

Na apresentação de Elmano, Lula afirmou que o aliado "enterrou a carreira política do Ciro Gomes". O governador foi reeleito no primeiro turno com 53,19% dos votos válidos, em disputa contra 46,22% do ex-governador, que buscava retornar ao comando do Ceará pelo PSDB. Também participou do ato o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que também venceu em primeiro turno.