Política
Lula faz comício em Natal; Flávio participa de moto-carreata no Rio
Candidatos à presidência apresentam propostas em eventos distintos
Os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tiveram agenda pública neste sábado (10) em Natal e no Rio de Janeiro, respectivamente.
Em comício lotado na capital do Rio Grande do Norte, Lula fez comparativos entre investimentos feitos na região Nordeste em governos de direita e de esquerda.
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“O Pé de Meia foi uma revolução que fizemos para garantir que 500 mil jovens não desistissem do ensino médio, para ajudar no orçamento familiar. Tudo isso eles vão cortar. Porque a educação nesse país nunca despertou interesse da elite brasileira.”
Lula questionou onde seriam os cortes que resultariam na proposta de tesouraço de R$ 250 bilhões, apresentada publicamente por Flávio. A campanha do candidato do PL nega foco de corte em programas sociais.
“Não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres”, afirma Lula.
Ao comentar especificamente o conflito entre Estados Unidos e Irã, Lula destacou que a guerra no Oriente Médio trouxe “prejuízo extraordinário” ao mundo inteiro.
“No Brasil, hoje, a gasolina diminuiu porque a gente está utilizando dinheiro do petróleo que a Petrobras exporta. Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro, não chegue no feijão do povo, no pão do povo, no leite do povo.”
Moto-carreata
Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou de uma grande moto-carreata e afirmou que vai “levar mais tecnologia, emprego e desenvolvimento a toda população fluminense”.
“Eu quero agradecer a vocês de coração. Eu tô aqui de corpo e alma, nas mãos de Deus e nos braços de vocês, para mudar o destino da nossa nação”, afirmou Flávio Bolsonaro, ao lado do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas.
Durante a agenda, Flávio também declarou que, caso seja eleito, deseja receber a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro, preso e condenado a vinte e sete anos pela tentativa de golpe na democracia brasileira.
No início da tarde, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro participou de uma agenda com mulheres e afirmou que, se for eleito, vai dar atenção às mães atípicas.
“Não vai ter um só dia no Rio de Janeiro que vocês não ouvirão falar sobre inclusão”, disse ao lado da vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback, e de Daniella Marques, coordenadora do eixo Brasil por Elas no plano de governo do presidenciável do PL.
Inclusão
De acordo com Flávio, assim como a política para mulheres, as políticas de inclusão estarão presentes em todos os ministérios. “Uma política transversal vai estar na educação, vai estar na segurança, na assistência social, no turismo em todos os lugares”, afirmou.
Flávio tem sido questionado sobre políticas para as mulheres, já que durante o governo do seu pai o ministério dedicado às mulheres passou a englobar também as pautas de família e direitos humanos. Outros ministérios como Cultura e Esporte foram extintos.
Na área de inclusão, o governo de Jair Bolsonaro publicou um decreto (10.502/2020) suspenso posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por risco de enfraquecimento da inclusão escolar, com direcionamento de pessoas com deficiência apenas para escolas especiais.
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