Política

Centro-Oeste reelege governadores; DF terá 2º turno

Resultados das eleições refletem alta aprovação das gestões

Estadao Conteudo 04/10/2026
Centro-Oeste reelege governadores; DF terá 2º turno
Celina Leão - Foto: Reprodução / Instagram

O Centro-Oeste reelegeu os governadores de todos os Estados no 1º turno, em votação realizada neste domingo, dia 4. Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito em Mato Grosso; Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul; e Daniel Vilela (MDB) em Goiás. O resultado já era esperado, conforme apontavam as pesquisas de intenção de voto e a elevada aprovação das gestões. Já no Distrito Federal, a disputa será definida no 2º turno entre a atual governadora Celina Leão (PP) e o candidato apoiado por Lula, Leandro Grass (PT). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na região, PP, Republicanos e MDB conquistaram um governo cada. O PP também concorre com Celina Leão no Distrito Federal.

Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul foi o primeiro governador eleito do País, obtendo 67,07% dos votos, contra 23,67% do ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 99,93% das urnas apuradas. Sua gestão conta com alta aprovação, alcançando 73%.

Ao buscar a reeleição, Riedel procurou a união da centro-direita no Estado. O governador mantém um grupo político coeso, com aliança de nove partidos e o apoio de influentes lideranças locais, como a senadora Tereza Cristina (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

No Mato Grosso, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o cargo em março deste ano, foi reeleito com 60,77% dos votos válidos, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) ficou com 23,22%, com 97,96% das urnas apuradas. O Republicanos tentou estabelecer um acordo nacional, pedindo reciprocidade do PL em troca de apoio à candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL), mas o PL manteve a candidatura própria com Fagundes, levando o Republicanos a optar pela neutralidade no pleito presidencial.

Pivetta é o sucessor de Mauro Mendes (União Brasil), que deixou o Palácio Paiaguás para concorrer ao Senado. O novo governador promete continuar e acelerar as entregas do governo Mendes, que conta com a aprovação de cerca de 50% dos eleitores. Ele iniciou a corrida eleitoral em meio a um revés, trocando rapidamente o candidato a vice-governador após o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) desistir da candidatura, devido a uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de R$ 308 milhões em um acordo entre o governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Em Goiás, o atual governador Daniel Vilela (MDB), reeleito, sucede Ronaldo Caiado (PSD), que renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. Vilela recebeu 59% dos votos válidos, em comparação com 22,12% do senador Wilder Morais (PL), com 95,94% das urnas apuradas.

Vilela assumiu o Palácio das Esmeraldas em março, enfrentando uma acirrada disputa interna para definir o vice da chapa, que acabou sendo o ex-senador Luiz Carlos do Carmo (PSD). O ex-deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, que contava com o apoio da ex-primeira-dama Gracinha Caiado, ficou responsável pela coordenação da campanha. A gestão de Vilela também possuí alta aprovação, de 68%.

No Distrito Federal, a atual governadora Celina Leão (PP) enfrentará o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) no segundo turno. Celina obteve 49,93% dos votos válidos, enquanto Grass ficou com 34,47%, com 100% das urnas apuradas. Celina, favorita na disputa, assumiu o cargo em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que pretendia concorrer ao Senado, e, diante das críticas à gestão anterior, busca se distanciar do ex-governador, limitando sua atuação nos últimos quatro meses.

A disputa no Distrito Federal está centrada na crise do Banco de Brasília (BRB), envolvendo a gestão atual, e nos problemas de saúde. O pleito do Distrito Federal também foi marcado pelo indeferimento da candidatura do ex-governador José Arruda (PSD) pelo TSE.