Política

Haddad: É sempre bom sair da campanha com a consciência tranquila de ter apresentado propostas

Candidato ao governo de SP acredita que eleitor estava mais receptivo

Estadao Conteudo 04/10/2026
Haddad: É sempre bom sair da campanha com a consciência tranquila de ter apresentado propostas
Haddad - Foto: © Foto / José Cruz/Agência Brasil

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que sai desta campanha com a consciência tranquila de que conseguiu apresentar suas propostas para o Estado. Segundo ele, os eleitores paulistas estavam mais abertos a ouvir suas ideias.

"Quero agradecer, primeiramente, aos eleitores paulistas que nos receberam muito bem em todos os lugares, em um clima de diálogo e cordialidade. O ambiente no Estado de São Paulo estava muito melhor do que na eleição passada", disse o candidato após a votação. "Era possível sentir no ar uma população muito mais disposta a ouvir, entender e tomar sua decisão hoje."

Segundo Haddad, a participação em debates e eventos políticos permitiu apresentar um plano de governo decente para São Paulo. "Estou muito satisfeito com a qualidade da campanha que conseguimos oferecer ao eleitor paulista. É sempre gratificante sair de uma campanha com a consciência tranquila de que você trabalhou em prol da sua comunidade e apresentou uma alternativa digna para um estado tão importante quanto o nosso", ressaltou.

Haddad também defendeu uma reforma no judiciário. Ele destacou que, desde 2018, em sua campanha para o Planalto, já mencionava a necessidade de estabelecer mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Estamos tratando de um poder da República. Não é algo trivial. A primeira reforma foi feita pelo próprio presidente Lula, que agora está convencido, à luz dos acontecimentos e do clima eleitoral, de que é possível realizar, com a mesma sabedoria da primeira, talvez uma segunda reforma do judiciário. Mas é importante frisar que não depende apenas de uma pessoa. É preciso ouvir juristas e magistrados", disse Haddad. "Em 2018, minha campanha já falava da necessidade de garantir mandatos para os ministros do Supremo. Isso não é novidade; há oito anos eu proponho exatamente isso."