Política

Lenilda Luna e Raquel Bricio percorrem Bebedouro com vítimas da Braskem e denunciam maior crime socioambiental urbano do mundo

Assessoria de Comunicação Unidade Popular 25/09/2026
Lenilda Luna e Raquel Bricio percorrem Bebedouro com vítimas da Braskem e denunciam maior crime socioambiental urbano do mundo
Lenilda Luna e Raquel Bricio percorrem Bebedouro com vítimas da Braskem e denunciam maior crime socioambiental urbano do mundo

MACEIÓ (AL) — A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, e a candidata à Vice-Presidência da República pela mesma legenda, Raquel Bricio, realizaram uma caminhada pelas ruas do bairro de Bebedouro, em Maceió.

Acompanhadas por militantes do partido e por lideranças do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), as candidatas fiscalizaram os impactos da mineração de sal-gema na região, conversaram com as vítimas e cobraram punição rigorosa à mineradora multinacional.

Durante a atividade, Lenilda Luna destacou a gravidade da tragédia que afetou mais de 60 mil pessoas na capital alagoana e criticou o abandono do patrimônio histórico e público da cidade. "Nós estamos aqui no bairro de Bebedouro, um dos bairros afetados pela Braskem. A Unidade Popular exige punição para a Braskem e reparação para todas as vítimas desse crime socioambiental. A Braskem não pode ficar impune!", afirmou a candidata ao Governo de Alagoas.

Raquel Bricio reforçou que a luta das vítimas de Maceió é uma pauta de soberania e justiça social de relevância nacional, enfatizando a omissão do poder público e da empresa diante do sofrimento das famílias atingidas.
"O crime da Braskem não é apenas um problema local, é uma tragédia nacional. A Unidade Popular está lado a lado com os atingidos para exigir justiça, indenização justa e a responsabilização dos culpados por esse apagamento histórico e social em Maceió", declarou a candidata à vice-presidente.

Relato do impacto e da destruição em Bebedouro

Em trecho da caminhada em frente ao cemitério do bairro e próximo a áreas tapadas por tapumes da mineradora, o ativista e líder do MUVB, Jackson Douglas, narrou aos presentes a perda de referências históricas e afetivas da comunidade local. "Aqui nós temos o cemitério de Bebedouro, um local histórico da nossa cidade onde gerações de famílias sepultaram seus entes queridos. Hoje, as pessoas estão impedidas de visitar e prestar homenagens aos seus mortos por conta do isolamento promovido pela mineradora. A Braskem destruiu não apenas as casas e o comércio, mas a história, a memória e a dignidade do nosso povo", denunciou Jackson Douglas.

A Unidade Popular reafirmou o compromisso de manter a denúncia contra o crime da Braskem no centro do debate político, exigindo o ressarcimento integral das vítimas, a estatização dos territórios atingidos e o fim da impunidade das grandes corporações. O partido defende que a mineração deve estar sob o controle do Estado, com a nacionalização de todas as mineradoras que operam no país, sob controle social da sociedade civil organizada.