Política
Imprensa nacional expõe dívida com publicitário e contas bloqueadas do ex-prefeito
Reportagem do portal UOL detalha ordem judicial que mira cobrança de R$ 700 mil movida por publicitário; Justiça encontrou saldo inferior ao declarado ao TSE
A cobrança judicial que envolve o candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), e seu pai, o ex-deputado federal João Caldas (DC), ganhou projeção nacional nesta quarta-feira (23) em reportagem do jornalista Carlos Madeiro, no portal UOL. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de ambos para quitar débitos contratuais com a agência de publicidade responsável pela campanha eleitoral de 2014.
O publicitário e empresário Dailan Arcanjo, proprietário da extinta Imagine Comunicação & Marketing, cobra valores que, com a devida correção monetária e juros ao longo de 12 anos, chegam a cerca de R$ 700 mil. À época, os contratos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previam pagamentos de R$ 80 mil para a disputa de JHC à Câmara dos Deputados e R$ 40 mil para a de João Caldas à Assembleia Legislativa.
A ordem de penhora foi expedida pelo juiz Jamil Amil Albuquerque de Hollanda Ferreira, da 7ª Vara Cível da Capital, com foco em ativos financeiros. A medida levou em conta a declaração de bens apresentada por JHC ao TSE nas eleições de 2026, na qual informou patrimônio total de R$ 2,2 milhões, incluindo mais de R$ 500 mil em depósitos bancários.
Embora a decisão autorizasse o bloqueio de até R$ 444,6 mil contra JHC, a consulta realizada pelo sistema do Judiciário localizou R$ 177,7 mil distribuídos em quatro contas bancárias. Já nas contas de João Caldas, cujo teto de bloqueio era de R$ 232,9 mil, foram encontrados R$ 2,8 mil disponíveis.
JHC por todo o Brasil
Esta não é a primeira vez que o nome de JHC ganha os holofotes da imprensa do país por controvérsias políticas e administrativas. Nos últimos meses, a gestão do ex-prefeito e candidato ao governo virou tema de reportagens investigativas de grande alcance, a exemplo do acordo de indenização firmado entre o município de Maceió e a mineradora Braskem e da compra do Hospital do Coração por R$ 266 milhões.
Mais recentemente, o portal Metrópoles e veículos de Brasília repercutiram a operação policial em Maceió que apreendeu R$ 2 milhões em dinheiro vivo com funcionários da Ceilurb — concessionária responsável pela iluminação pública da capital alagoana que recebeu repasses milionários da prefeitura dias antes dos saques, caso que segue sob apuração das autoridades e no centro dos debates da campanha.
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