Política
Conselho do Iprev teve só quatro assinaturas em deliberação que exigiria quórum maior, aponta PF
Política de investimentos de 2024 ficou sob suspeita porque legislação mencionada na investigação exigiria sete presentes e seis votos para aprovação
Este era o capítulo 5 da série que havíamos produzido e que ficou interrompido na primeira versão.
A Política Anual de Investimentos é o documento que estabelece as diretrizes a serem seguidas na aplicação dos recursos previdenciários.
Segundo a PF, a reunião do Conselho de Administração do Iprev de 27 de dezembro de 2023, relacionada à política de investimentos de 2024, apresenta apenas quatro assinaturas.
A legislação municipal examinada pelos investigadores exigiria, segundo a representação policial, pelo menos sete integrantes para instalação do colegiado e seis votos favoráveis para a aprovação das decisões.
Para a Polícia Federal, a deficiência poderia comprometer a validade da política que serviria posteriormente de base às decisões de investimento de 2024.
Isso é particularmente importante porque poucos meses depois o Iprev realizou o segundo investimento no Banco Master, no valor de R$ 17 milhões.
O ponto ainda está sob investigação e não existe decisão judicial definitiva declarando nula a política de investimentos.
Mas a divergência de quórum tornou-se mais uma peça para compreender como funcionavam os controles internos do Iprev no período.
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