Política
Política do Iprev previa 0% em ativos bancários; exposição ao Master chegou perto de 20%, diz PF
Investigadores confrontaram os aportes de R$ 80 milhões e R$ 17 milhões com as próprias diretrizes de investimentos do instituto
O problema encontrado pela Polícia Federal não se restringiu à condição do Banco Master no momento do primeiro investimento.
Os investigadores confrontaram as operações com a própria Política Anual de Investimentos do Iprev.
Segundo a PF, a política de 2023 previa estratégia-alvo de 0% para ativos de emissão bancária. Para 2024, o parâmetro passou a 5%.
Mesmo assim, o instituto teria mantido exposição próxima de 20% de seus recursos nessa categoria, com forte concentração no Banco Master.
A primeira aplicação, de R$ 80 milhões, ocorreu ainda em 2023.
Em maio de 2024, em vez de reduzir a exposição, o Iprev fez novo aporte, desta vez de R$ 17 milhões.
A PF também afirma não ter localizado estudos comparativos independentes considerados suficientes para justificar tamanho grau de concentração.
O ponto central para a investigação passa a ser verificar por que as diretrizes internas apontavam uma direção e as decisões efetivamente executadas conduziram a outra.
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