Política

Modelo de concessão de rodovias é bom, mas não pode ser feito 'a qualquer custo', diz Haddad

Candidato ao governo de SP pontua sobre concessões e renegociação de dívidas

Estadao Conteudo 21/09/2026
Modelo de concessão de rodovias é bom, mas não pode ser feito 'a qualquer custo', diz Haddad
Haddad - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o modelo de concessão de rodovia é bom, mas que não se faz "a qualquer custo". A declaração foi feita durante uma entrevista na Record TV, nesta segunda-feira, 21.

A fala ocorreu em resposta à pergunta sobre políticas para pedágios e rodovias. "Uma coisa é você pedagiar uma estrada que vai ser duplicada. Quem vai fazer o investimento na duplicação é o setor privado, e ele precisa do pedágio para ter dinheiro para duplicar. Mas pedagiar uma rodovia que já foi duplicada, renovar esse contrato sem levar em consideração que o custo de manutenção é muito menor que o custo de construção, isso não é razoável", disse.

Ao ser questionado sobre a dívida pública de São Paulo e a política de renegociação com o governo federal, Haddad destacou que o Estado "renegociou duas vezes nos governos do PT", e que nenhum outro governo renegociou a dívida do governo do Estado.

"Houve uma primeira renegociação, diminuindo a taxa de juro para 4%, e uma segunda negociação que eu fiz como ministro da Fazenda, reduzindo o serviço da dívida de 4% para 2% ao ano de juro real", afirmou. Ele ressaltou que isso representou para SP uma economia anual de R$ 12 bilhões. "Se não fosse essa renegociação, que foi iniciativa do Governo Federal e do Congresso Nacional, essa gestão (do Tarcísio) não terminava o ano", completou. Haddad apontou que, embora a renegociação seja importante, não será suficiente, defendendo a revisão de contratos caso seja eleito.

Em relação à educação, o candidato expressou o desejo de levar o modelo dos Institutos Federais de educação para a rede estadual de ensino.

A Record iria promover um debate com o governador de SP e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também foi convidado, mas não compareceu, levando à alteração do formato para uma entrevista com Haddad.