Política
R$ 2 milhões em espécie, TAG de R$ 200 milhões e silêncio de JHC: Renan acusa caixa dois
Candidato também apontou compra de votos e cobrou investigação da Justiça Eleitoral sobre dinheiro apreendido
A apreensão de R$ 2 milhões em dinheiro vivo abriu uma nova frente de confronto na eleição para o Governo de Alagoas. Renan Filho (MDB) relacionou o caso à compra de votos e ao caixa dois eleitoral e cobrou uma investigação da Justiça.
Segundo autoridades envolvidas na investigação, a empresa citada no caso é a Ceilurb Ltda., antiga Vasconcelos e Santos Ltda., responsável pela gestão do parque de iluminação pública de Maceió. O delegado Igor Diego, diretor da Dracco, informou que os dois funcionários abordados declararam trabalhar para uma empresa que presta serviços de iluminação à prefeitura. O vínculo ainda é verificado oficialmente pela Polícia Civil.
Diante da apreensão e da relação informada pelos funcionários, Renan foi direto. “É muito importante que a Justiça Eleitoral esteja atenta, fiscalize e investigue, porque isso é compra de voto, isso é caixa dois em campanha”, acusou. Em outro trecho, afirmou: “Esses recursos foram apreendidos com o representante de uma empresa que presta serviço à Prefeitura de Maceió”.
O candidato também colocou no centro das suspeitas o Termo de Ajustamento de Gestão firmado entre o Município, a Ilumina, a Ceilurb e o Tribunal de Contas do Estado. Segundo Renan, o acordo foi assinado três dias antes de JHC deixar a prefeitura. “Nesse Termo de Ajustamento de Gestão, o contrato dessa empresa subiu mais de R$ 200 milhões”, disse.
Os documentos mostram que o Município reconheceu um passivo de R$ 212,2 milhões. Desse valor, R$ 60,7 milhões, ou 28,6%, correspondem a diferenças de reajuste sobre processos já pagos. Outros R$ 151,4 milhões, equivalentes a 71,4%, referem-se a processos pendentes, já com reajuste. O acordo foi fechado em R$ 200 milhões, parcelados em cinco anos. O contrato original, assinado em 2022, previa R$ 48 milhões para 12 meses.
Renan elevou o tom e associou o episódio ao histórico político da família de JHC. “Esse tipo de prática não dá mais, é o que há de mais velho. O JHC virou sigla para esconder a história de João Caldas, que é o pai dele, mas a prática é a mesma”, afirmou.
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