Política
Douglas Ruas acusa grupo de Eduardo Paes de tentar barrar CPI do Banco Master
Presidente da Alerj afirma que gestão anterior não priorizou a comissão e diz que dará celeridade aos processos parados
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou nesta segunda-feira, 1º, que a gestão anterior, comandada por Rodrigo Barcellar, não priorizou a criação da CPI do Banco Master. Ruas ainda acusou o grupo político de Eduardo Paes (PSD) de tentar colocar obstáculos à instalação da comissão.
"Estamos dando celeridade. A gestão anterior não estava priorizando essa CPI (do Master)", declarou o deputado. “Quem tentou colocar água na CPI do banco Master foi o partido de Eduardo Paes.”
Segundo Ruas, um levantamento realizado pela atual gestão de acordos com 14 requisitos de CPI que foram engavetados. “Estabelecemos a ordem cronológica dos requisitos e devemos chamar todos os presidentes de CPIs em andamento, colocando prazos para que se encerrem as discussões, para que a gente possa dar andamento nessas CPIs que já estão protocoladas na Casa para esclarecer”, explicou.
Douglas Ruas também está no centro de um impasse sobre a sucessão no governo estadual, após a renúncia de Cláudio Castro. Na última sexta-feira, 29, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de Ruas, que alegava direito a assumir o cargo por estar na linha sucessória estadual.
Com a decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, permanece à frente do Executivo fluminense até que o plenário do STF conclua o julgamento sobre a sucessão no estado.
“Desde o início de todo esse embrulho jurídico, defendemos que sejam realizadas eleições para que o estado tenha um governador legitimamente eleito pelo povo, com eleições diretas”, afirmou o presidente da Alerj.
Ruas participou, nesta segunda, do evento do Projeto Prisma-RJ – Projeto de Integração, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Mobilidade no Rio de Janeiro –, iniciativa que reúne estudos técnicos para a futura implantação da Linha 3 do Metrô. O projeto, executado pelo Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, prevê uma conexão entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, integrando essas cidades ao Rio de Janeiro e aos demais sistemas metropolitanos de transporte.
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