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Pretexto para intervenção é inaceitável, diz Celso Amorim

Política, embaixador Celso Amorim, Terroristas, Intervenção

29/05/2026
Pretexto para intervenção é inaceitável, diz Celso Amorim

Após os Estados Unidos (EUA) classificarem as organizações narcotraficantes do Brasil como terroristas, o assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, afirmou que usar “pretexto para intervenção é inaceitável”.

Em viagem a Moscou, para encontro do Fórum Internacional de Segurança, o representante do governo brasileiro enfatizou que a cooperação internacional é bem-vinda para combater o crime organizado, desde que ocorra sem violar a soberania dos países.

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"O crime organizado é um mal que tem que ser combatido. A cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. O pretexto para intervenção é inaceitável", disse o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No discurso de abertura do Fórum Internacional, Amorim também abordou o tema da classificação de narcotraficantes em terroristas.

"O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equipar o crime organizado ao terrorismo, no entanto, não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime", disse o embaixador.

O governo brasileiro tem rejeitado a equiparação do narcotráfico com terrorismo por, entre outros motivos, ser usado como pretexto para intervenções externas. 

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Histórico dos EUA na América Latina

Tanto o cerco a Cuba, quanto a invasão à Venezuela e sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, são ações que os Estados Unidos (EUA) realizam usando como justificativa o combate ao terrorismo ou ao narcotráfico.

Maduro foi acusado de comandar uma suposta organização narcotraficante , dizendo que o país seria um “narco Estado”, classificação rejeitada por especialistas. 

Após a captura do Chefe de Estado em Caracas, os EUA recuperaram a associação de Maduro ao suposto Cartel de Los Soles , que especialistas questionam que seja uma facção criminosa.

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