Política
Após rejeição no Senado, Jorge Messias agradece apoio de ministros do STF
Advogado-geral da União manifesta gratidão a André Mendonça e Gilmar Mendes após não ser aprovado para vaga na Suprema Corte
O advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu nesta quinta-feira (30) as manifestações de apoio recebidas de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após sua exclusão pelo Senado para ocupar uma vaga na Corte.
Em publicações no X (ex-Twitter), Messias destacou que contou com o apoio de André Mendonça durante os meses que antecederam a sabatina "foi uma das maiores honras de sua vida". A AGU também agradeceu ao ministro Gilmar Mendes pelas “palavras afetuosas” que recebeu do decano do STF.
"Sua postura reflete integridade, segurança e coerência, conveniente como uma fonte de inspiração para toda uma geração de magistrados. Que Deus o abençoe abundantemente por sua firmeza em manter os ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo", escreveu Messias, referindo-se a Mendonça como "irmão".
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, antes da votação em plenário, Messias elogiou André Mendonça, a quem classificou como “o melhor ministro do STF”.
Na quarta-feira (29), após a exclusão da indicação de Messias ao Supremo por 42 votos a 34, Mendonça declarou: "O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF" .
O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, também elogiou a indicação do presidente Lula, afirmando que "o Brasil ganha em tê-lo onde estiver". Segundo Mendes, Messias é "um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si".
A Gilmar, Messias agradeceu as “palavras afetuosas” e afirmou que elas o inspiraram a “prosseguir em seu compromisso com o sistema de justiça do País”.
Como mostrou o Estadão, o governo avalia que uma ala do STF, composto pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, teria se unido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para barrar Jorge Messias na Corte. Os envolvidos negam qualquer articulação nesse sentido.
Segundo avaliação do Planalto, ao se aproximar de André Mendonça para conquistar votos de senadores ligados ao bolsonarismo, Messias teria desagradado o grupo que se opõe às decisões do ministro no tribunal.
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