Política

Cármen Lúcia propõe criação de 'brigadas eleitorais' para proteger candidatas mulheres em 2026

Ministra do STF sugere equipes de resposta rápida para prevenir violência contra mulheres durante as eleições

27/04/2026
Cármen Lúcia propõe criação de 'brigadas eleitorais' para proteger candidatas mulheres em 2026
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs a criação de brigadas eleitorais para garantir a segurança de candidatas mulheres já nas eleições de 2026. A sugestão foi apresentada durante aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na última sexta-feira, 24, cujo tema foi "Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento".

Segundo a ministra, a iniciativa seria voltada a situações de risco iminente, funcionando como um mecanismo de resposta rápida para prevenir episódios de violência durante a campanha eleitoral e no dia do pleito.

"Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada", afirmou Cármen Lúcia.

Ela explicou que a proposta se assemelha à Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Polícia Militar ou da Guarda Municipal que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. O programa realiza visitas periódicas, oferece atendimento humanizado e atua na prevenção e na redução da reincidência de agressões.

"Estou propondo até pela minha experiência como presidente das eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que são brigadas que são chamadas quando a mulher esteja passando por uma situação de violência e acione imediatamente para evitar o pior desfecho", detalhou a ministra.

Cármen Lúcia presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições municipais de 2024. Ela antecipou para o dia 14 deste mês sua saída do cargo, que será assumido pelo ministro Nunes Marques.

"A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos", concluiu.