Política

Deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna exigem imagens da PF sobre tentativa de suicídio de "Sicário"

Parlamentares protocolam requerimento para acessar vídeos de Luiz Philipi Mourão, réu por organização criminosa, ferido enquanto estava sob guarda da corporação

Redação 07/03/2026
Deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna exigem imagens da PF sobre tentativa de suicídio de 'Sicário'
- Foto: Arquivo

As deputadas federais Heloísa Helena e Fernanda Melchionna oficializaram um pedido de acesso ao material audiovisual da Polícia Federal (PF) que registrou a tentativa de suicídio de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão. O episódio, ocorrido dentro das dependências da corporação, levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança aplicados a detentos sob responsabilidade do Estado.

Conhecido pelo codinome "Sicário", Mourão é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações apontam que ele exercia papel estratégico no monitoramento de alvos e na coleta de dados para grupos ilícitos.

O dever de custódia

Para as parlamentares, o fato de o investigado estar sob tutela federal torna a transparência do caso indispensável. O requerimento visa analisar o tempo de resposta e a eficácia do atendimento prestado durante a ocorrência.

"É algo gravíssimo quando alguém sob tutela do Estado passa por uma situação como essa. Apresentamos o requerimento para entender exatamente o que aconteceu", afirmou Heloísa Helena.

A deputada reforçou que, embora as imagens possam ser impactantes, a conferência do material é o único caminho para garantir a responsabilidade institucional e o cumprimento rigoroso dos protocolos.

Desdobramentos e pressão por CPI

O movimento das parlamentares não se limita ao episódio da custódia. Heloísa Helena e Melchionna articulam, em paralelo, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O objetivo é investigar denúncias de irregularidades envolvendo o Banco Master e sua possível conexão com o esquema criminoso em que Mourão estaria inserido.

Investigação em curso

A Polícia Federal, por meio de seu diretor-geral Andrei Rodrigues, confirmou a abertura de um inquérito interno para apurar o caso. Segundo a instituição, a área de custódia possui monitoramento integral, sem "pontos cegos", e todos os procedimentos padrão foram seguidos pelos agentes de plantão.